O Legado de Malcom X
Embora El-Hajj Malik soubesse que era um alvo para assassinato, ele aceitou esse fato sem requisitar proteção policial. Em 21 de fevereiro de 1965, enquanto se preparava para dar uma palestra em um hotel de Nova Iorque, foi baleado por três homens negros. Faltavam três meses para completar quarenta anos. Embora esteja claro que a Nação do Islã teve algo a ver com o assassinato, muitas pessoas acreditam que houve mais de uma organização envolvida. O FBI, conhecido por sua tendência antimovimento negro, foi sugerido como cúmplice. Podemos nunca saber ao certo quem estava por trás do assassinato de El-Hajj Malik ou do assassinato de outros líderes nacionais no início dos anos 60.
A vida de Malcom X afetou os americanos de muitas formas importantes. O interesse dos afro-americanos em suas raízes islâmicas floresceu desde a morte de El-Hajj Malik. Alex Haley, que escreveu a autobiografia de Malcom, escreveu depois o épico Raízes, sobre a experiência de uma família muçulmana com a escravidão. Mais e mais afro-americanos estão se tornando muçulmanos, adotando nomes islâmicos ou explorando a cultura africana. O interesse em Malcom X aumentou repentinamente em tempos recentes devido ao filme de Spike Lee, “X”. El-Hajj Malik é uma fonte de orgulho para os afro-americanos, muçulmanos, e americanos em geral. Sua mensagem é simples e clara:
“Não sou racista sob qualquer aspecto. Não acredito em qualquer forma de racismo. Não acredito em qualquer forma de discriminação ou segregação. Acredito no Islã. Sou um muçulmano.” |