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Utba b. Ghazwan


“‘É melhor que não comamos isso; é veneno que o inimigo deixou para nós.’

“Então nós nos pusemos a passar as tâmaras uns para os outros, e a comê-las. De súbito, um dos cavalos roupeu suas amarras, foi até ao cesto, e começou a comer os grãos. Juro que planejamos seriamente matar o animal antes que morresse do veneno para que pudéssemos comer da sua carne3. Porém, o dono dele nos pediu que não fizéssemos aquilo, prometendo vigiá-lo toda a noite e, se ele aparentasse mal, poderíamos abatê-lo para nós.

“Na manhã seguinte, vimos que o cavalo estava perfeitamente bem, não tendo passado por nenhum efeito maligno. Minha irmã disse para mim:

“‘Irmão, eu tenho ouvido dizer que se algo que contém veneno for cozido sobre o fogo, o veneno perderá o seu efeito’. Então ela separou uma medida de grãos, pôs os caroços numa panela, e acendeu um fogo sob a vasilha. Depois de um curto tempo, ela exclamou:

“‘Vem ver como a cor deles mudou, e tornou-se vermelha!’ Então as cascas começaram a se abrir, e os grãos brancos apareceram.
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3. Entre os muçulmanos, não é permitido comerem de um animal que tenha morrido sem que tenha sido abatido; eis por que a tropa faminta decidiu-se por matar o cavalo.

“Nós despejamos o produto numa travessa, e íamos começar a comer, quando o Utba nos lembrou:
“‘Invocai o nome de Deus primeiro, depois comei.’

“Comemos daquilo,e achamos que era delicioso. Mais tarde viemos a saber que o nome daquela nova comida era arroz.“

Utba b. Ghazwan havia levado a sua pequena força para Ubullah, que era uma cidade fortemente guarnecida, numa das margens do Rio Tigre. Os persas haviam feito dela o arsenal para os seus armamentos, e transformado suas torres em postos de sentinela, donde podiam observar seus inimigos. Aquilo não deteve o Utba b. Ghazwan, não obstante o pequeno tamanho do seu exército e da escassez de armas. O inimigo perfazia um total de seissentos homens, juntamente com um pequeno grupo de mulheres que os acompanhavam. Os muçulmanos tinham apenas espadas e lanças; então o Utba tinha que depender da sua inteligência para pôr cerco à cidade.

Utba mandou fazer um grande número de estandartes, os quais foram erguidos bem alto, por meio de lanças. Estes ele distribuiu entre as mulheres, ordenando-lhes que marchassem atrás dos soldados. Ele disse a elas:

“Quando chegarmos perto da cidade, devereis fazer levantar uma grande nuvem de poeira da estrada, atrás de nós, de maneira tal, que encha o ar.”

Quando se aproximavam de Ubullah, os soldados persas saíram para interceptá-los. O persas observavam o exército muçulmano, e viram os enormes estandartes que esvoaçavam atrás dos soldados; atrás dos estandartes, o ar estava denso, com uma nuvem de poeira, e eles disseram, uns para os outros:

“Essa deve ser apenas a guarda-avançada do exército; deve haver uma enorme força a segui-los!”

Os persas fugiram em pânico. Apanhando apenas suas coisas de valor, que podiam ser facilmente transportadas, entraram a bordo dos navios que estavam ancorados no porto, à margem do Tigre, e abandonaram a cidade.

Foi desse modo que o Utba entrou na cidade e a tomou, sem perder um simples soldado. Mui rapidamente exerceu o controle quanto aos vilarejos vizinhos e ao interior. A riqueza que aquelas anexações proporcionaram ao Estado Muçulmano era além do que se pudesse imaginar. Aconteceu que um dos soldados muçulmanos foi para Madina, e lhe foi perguntado:

“Como os muçulmanos estão-se saindo em Ubulla?”

“O que estás perguntando fica além da tua imaginação!4” ele respondeu. “Juro por Deus que quando eu os deixei, eles tinham que medir o ouro e a prata por volume, de tanto que havia dos metais.!” Por causa daquele relato, as pessoas começaram a viajar para Ubulla.

Utba b. Ghazwan começou a acreditar que se permitisse que os soldados ficassem nas cidades que haviam tomado, isso iria torná-los moles, e iriam acostumar-se ao estilo de vida luxuosa dos habitantes delas. Ele estava certo de que a resolução deles de seguirem com o jihad iria ficar enfraquecido, por isso escreveu uma carta para o Ômar b. al Khattab pedindo a permissão deste para erigir uma cidade-guarnição para os soldados, e descreveu o local que havia escolhido. O califa concordou e, assim, o Utba erigiu a cidade de Al Basra.
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