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Reflexões filosóficas (parte 5 de 5)
Descrição: Essa série de artigos fornece uma estrutura conceitual para responder às “grandes questões” relacionadas a nossa existência.  Parte 5 continua com a discussão sobre o processo de pensamento que deve ser empregado para chegar às conclusões certas e explica que as bases intelectuais de qualquer visão de mundo devem ser avaliadas para julgar a validade de sua verdade.

Embora possamos compreender o mundo ao nosso redor usando pensamento racional, como podemos formular um argumento ou verificar nossas conclusões? Bem, isso encontra no estudo da lógica que essencialmente significa os princípios de raciocínio, com ênfase particular sobre a estrutura de nossos argumentos.

Ilustremos o uso da lógica no exemplo a seguir: se nossa amiga Maria diz: "João está vindo para jantar esta noite" e Davi diz: "Maria não está vindo para jantar esta noite."  O que dizem é consistente? Bem, a lógica nos diria que se estão se referindo a mesma pessoa e ao mesmo dia então não, suas afirmações não seriam consistentes.  Entretanto, se estão se referindo a uma pessoa diferente ou a um dia diferente, então sim, suas afirmações seriam consistentes.

Então combinemos os dois processos.  João diz: "O que começa a existir tem uma causa e o universo começou a existir - portanto, o universo tem uma causa."  Agora, de uma perspectiva lógica é um argumento válido, já que a última afirmação - "portanto, o universo tem uma causa" - logicamente deriva das duas primeiras afirmações.  Mas isso não significa que seja racional ou razoável.  Para descobrir que é razoável teríamos que investigar usando nossas ideias inatas e nosso senso de experiência, para ver se as duas primeiras afirmações são verdadeiras.  Se forem, então a conclusão não só será um argumento válido, mas também seria um argumento sólido.

Apenas se apoiar no empirismo não nos daria uma resposta, já que nos levaria a suspender o julgamento sobre se o universo tem uma causa ou não, porque não pode ser sentido.  Entretanto, isso seria equivalente a negar a existência de nossa tatatatataravó, porque não há evidência empírica da existência dela.  Você pode argumentar "mas eu não estaria aqui hoje!" e isso é verdade, mas isso seria usar o pensamento racional para formar essa conclusão, já que você teria que deduzir que deve ter tido uma tatatatataravó, como todos os seres humanos devem ter tido uma avó para existirem.

É assim que todos nós devemos começar a pensar sobre a vida e o universo, para que possamos formar as conclusões certas, usando argumentos válidos.

Visão de mundo

"É possível que repudieis algo que seja um bem para vós e, quiçá, gosteis de algo que vos seja prejudicial; todavia, Deus sabe todo o bem que fizerdes, Deus dele tomará consciência." (Alcorão 2:216)

Viva e deixe viver, não prejudique outros e ficará bem.  Isso faz sentido, certo? A ponto de não dever ser questionado.  Mas por que? Por que automaticamente aceitamos algumas ideias e rejeitamos outras? Por que certos pontos de vista nos parecem agradáveis e, ainda assim, discordamos de outros, tudo sem realmente pensar sobre eles?

A resposta reside no conceito de uma visão de mundo.  Uma visão de mundo é uma filosofia de vida que nos capacita a fazer sentido da vida e de nossas experiências cotidianas.  A visão de muno que adotamos afeta a maneira com a qual processamos ideias e nos permite compreender a sociedade e nosso lugar nela.  Uma visão de mundo é importante em associação particular com a nossa sociedade hoje - isso porque o mundo contemporâneo tem tido um efeito enorme sobre a psicologia humana.  Parecemos incapazes de lidar com as mudanças imprevisíveis e com a complexidade crescente da vida - subsequentemente estresse, incerteza e frustração se tornaram comuns e nossas mentes estão sobrecarregadas com informação.  Uma visão de mundo é a estrutura que une tudo, nos permitindo compreender a complexidade e imprevisibilidade da vida, ajudando a tomar decisões críticas que moldarão nosso futuro e a nós mesmos e nos ajudando ao fornecer um retrato do todo.

Visões de mundo variam e podem ir de superficiais a abrangentes.  Uma visão de mundo superficial é aquela que nos dá a estrutura para reagir às experiências cotidianas, como no trabalho e amizades.  Esse tipo de visão de mundo geralmente é formado via nossas experiências anteriores na vida e se desenvolve criando modelos de entendimento do mundo, ao contemplar sobre nossa história com ele.  Esse tipo de visão de mundo é problemático, porque nos impede de progredir ao manter uma fixação inflexível sobre o passado, sem possibilidade de ver o mundo de uma maneira positiva ou diferente que possibilitará nossa transformação.  É limitada em seu escopo por só se tornar abrangente de acordo com suas experiências, e individualmente nossas experiências são muito limitadas.

Uma visão de mundo abrangente, como discutida pelo filósofo Leo Apostel, engloba tudo na vida e inclui vários componentes. Fornece, por exemplo, um modelo para o mundo ao responder à pergunta básica "quem somos?" Além disso, fornece uma explicação geralmente respondendo "por que o mundo é do jeito que é?" e "de onde viemos?" Outra parte importante de uma visão de mundo abrangente inclui extrapolar do passado para o futuro para responder à pergunta "para onde vamos?" Deve se empenhar para responder "o que é bom e o que é mal?", em outras palavras, incluir moralidade e ética, ao mesmo tempo em que nos dá um sentido de propósito, direção e objetivos para nossas ações.  A resposta à pergunta "para que?" pode nos ajudar a compreender o significado real da vida e uma visão de mundo abrangente deve responder a "como devemos agir?", nos ajudando assim a resolver problemas práticos.  Por último, uma visão de mundo abrangente deve responder à pergunta: "o que é verdadeiro e o que é falso?". Em filosofia isso é equivalente ao que é chamado "epistemologia" ou "a teoria do conhecimento". Portanto, nos permitiria distinguir entre o que é correto e o que é incorreto.

Para qualquer situação existem vários resultados possíveis, todos ditados pela visão de mundo que se adota.  Ao invés de discutir as ações, ou frutos, de uma visão de mundo, as bases da visão de mundo devem ser desafiadas e validadas.  Assim, a visão de mundo que é mais correta ou tem bases intelectuais mais fortes deve ser a adotada.

É por isso que quando examinamos o Islã o foco primário não deve ser uma avaliação dos direitos das mulheres, vestimenta e sobre casos exagerados pela mídia, porque as avaliações desses casos serão tendenciosas e distorcidas em função da visão de mundo existente.  Mas ao contrário, as bases intelectuais de qualquer visão de mundo devem ser avaliadas por sua verdade e a que possuir razões maiores para acreditar em sua verdade deve ser a visão de mundo adotada, porque estará em linha com o princípio de: o que vier da verdade é verdadeiro.

Então, que a jornada comece!

http://www.islamreligion.com/pt/articles/10262/reflexoes-filosoficas-parte-5-de-5/

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