Meu grande amor por Jesus me conduziu ao Islam
Enviado por admin em 09/04/2010
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MEU GRANDE AMOR POR JESUS ME CONDUZIU AO ISLÃ


Simon Alfredo Caraballo


Tradução e adaptaçao:
Dr. José Geraldo Lemes Valladão Neto (Youssef)
Prof. Nazem Muhammad Abdouni
Equipe Luz Do Islam


Supervisão:
Sheikh Zakaria Osman Abbas


sam.es@myloveforjesus.com
Authorized Version
All rights reserved
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Sumário


1 – Introdução

2 – Minha experiência nos Estados Unidos da América

3 – Os evangelhos

4 – A autenticidade do Alcorão

5 – A vida e a missão de Jesus

6 – O profeta Muhammad

7 – As doutrinas do Cristianismo e do Islamismo:

- A Santíssima Trindade

- A natureza divina de Jesus

- A filiação divina de Jesus

- O pecado original

- A racionalidade do Islã

8 – O passo definitivo para o Islã: Como Jesus influenciou na minha conversão?

9 – Como o Islã afetou a minha vida?

10 – Como minha conversão afetou a vida das pessoas ao meu redor?

11 – Quando a fé é imposta mediante coação

12 – Convite ao Papa e a outros líderes do mundo

Apêndice – Tabela comparativa

1 – Introdução

Nasci católico e como tal fui educado na crença de que o catolicismo era a única religião verdadeira e que o judaísmo era apenas uma introdução do cristianismo e que qualquer outra religião era falsa. Ouvi falar do Islã pela primeira vez somente em 1978. Soube então que, os muçulmanos acreditam na origem divina do cristianismo e judaísmo e que o Alcorão afirma que ao longo da história Deus (Allah ) enviou profetas para diferentes partes do mundo para guiar os seres humanos no bom caminho.
Para implantar o Cristianismo profundamente na consciência, a igreja católica se serve de um plano que, quando executado o mais cedo na infância, assegura com toda probabilidade que sua influência se estenderá por muito tempo. O plano discorre em suas linhas mestras em torno da vida e pessoa de Jesus, desde seu suposto nascimento em dezembro até sua suposta crucificação na Semana Santa. No entanto, tudo isso não era conhecido até séculos depois como era desejado, pois não foi revelado por Deus e sim inventado pelos homens.
Seguindo uma tradição venezuelana, eu esperava que Jesus aparecesse na noite de natal com os presentes que eu havia pedido em minha carta anual. Pertencendo a uma família pobre e tendo vários irmãos, achava muito difícil para o “menino Jesus” trazer os presentes que eu havia pedido. Eu me perguntava desconcertado: como Jesus poderia ser incapaz de me trazer um simples triciclo, já que tinha realizado tantos milagres conforme me ensinaram nas aulas de catecismo?Por acaso me trazer um triciclo não seria mais simples do que ressuscitar os mortos? E assim, por muitos anos eu perguntava.
Conforme a Semana Santa se aproximava, só assistíamos na televisão histórias da paixão e morte de Jesus. Morria de vontade de entrar na televisão para ajudá-lo de alguma forma. Pedia para Deus (Allah ) ajudá-lo e não deixar seu “filho” ser crucificado. No fim, incapaz de suportar, me escondia e chorava (porque “homens não choram”). Na verdade, eu não compreendia porque tal brutalidade fora cometida contra um homem tão bom. Ainda que traumatizantes aquelas experiências fizeram nascer dentro de mim uma chama de um amor vivo por tão grande profeta. Entretanto, para outras crianças, receber os presentes pedidos no natal pode ter sido o motivo pelo qual aprenderam amar Jesus.

Por fim, se o objetivo da Igreja é despertar nos homens a veneração a Jesus, não há dúvida que no meu caso conseguiram. Aprendi a amar Jesus mais do que a meus próprios pais. Mas, ainda muito criança, comecei a questionar o poder divino. Eu acreditava que Deus (Allah ) podia fazer tudo o que quisesse. é o criador do universo todo: a Terra, o sol, a lua, as estrelas e os seres humanos. Então: Porque Ele não salvou Jesus? Certa vez, disposto a resolver o paradoxo, subi num muro no fundo de nossa casa e ali me dirigi diretamente a Ele. “Deus meu, exclamei, vou me jogar deste muro. Se é tão poderoso, se nada escapa da tua vontade, me faça voar. Se não o fizer, deixarei de acreditar em seu poder, porque tão pouco pôde salvar Jesus”. Felizmente o muro não era tão alto. E cada tentativa de voar me convencia cada vez mais que Deus não era tão poderoso. Que infantilidade, não é?
Quando comecei os estudos no ginásio, meus pais me permitiram trabalhar e acompanhar para muitos lugares um velho fotógrafo. Descobri que meu amigo fotógrafo tinha fama de bruxo. Onde quer que atendêssemos, as clientes lhe pediam que previsse seus futuros. Ele, então, acendia um charuto e à medida que as cinzas caiam iam revelando seus futuros. Outras vezes hipnotizava as pessoas para descobrir seus segredos mais íntimos.

Todas essas experiências foram armazenadas no meu subconsciente numa idade muito precoce. Nesse período, meus pais estavam freqüentando um centro de parapsicologia. Acompanhei-os em várias ocasiões e ali fui me familiarizando com a meditação, os espíritos e as possessões demoníacas, a assim chamada “comunicação dos mortos com os vivos” (1), etc.

Ali aprendi também a rezar duas vezes por dia em um pequeno altar que meu pai havia construído com muito cuidado e dedicação. Meu pai possuía um livro que lia
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LEGENDA
(1) Na realidade, os mortos não se comunicam com os vivos. Só os demônios imitam as vozes dos mortos para assim serem escutados. Só a súplica a Deus (Allah), a recitação do Alcorão e as súplicas do profeta Muhammad (Dikr) tem um enorme poder para expulsar os espíritos malignos e curar todos os possuídos. Trata-se de algo que qualquer muçulmano pode realizar. Mas quem pretende invocar outra divindade além de Deus (Allah ) ou usam a Bíblia para expulsar os espíritos, nada mais está fazendo senão cooperar com os demônios que pretende exorcizar ou utilizar uns demônios para expulsar outros.

com freqüência, intitulado “A vida de Jesus ditada por ele mesmo”. Em uma das reuniões, a pessoa que conduzia a sessão preparou um talismã da sorte. Segundo ele, haveria de me proteger de todo o mal se o levasse sempre comigo.
Enquanto isso continuava refletindo sobre a crucificação de Jesus. Meu pai me disse que, de acordo com o livro que tanto lhe agradava, Jesus afirmava que ele próprio tinha viajado por lugares muito distantes de Jerusalém, o que me devolveu de certa forma o otimismo, entretanto, eu não conseguia entender como ele próprio havia ditado sua autobiografia.
Quando me formei no colégio, me ofereceram uma bolsa para estudar engenharia nos EUA e aceitei com muita alegria.
Mudei-me para os EUA em 1977. Antes disso tive uma experiência que afetou negativamente minha crença no Cristianismo. Certa vez, fui testemunha de como dois cristãos ajudaram um homem que sofria um ataque epiléptico em plena rua. Primeiro o socorreram e depois abriram sua carteira para roubar seu dinheiro (1). Apesar de atos individuais não provarem a validade de uma religião, aquilo me impressionou vivamente. Talvez, para algumas pessoas pareça um evento insignificante, mas para mim, que havia testemunhado meu pai punir severamente meu irmão quando trouxe para casa vinte e cinco centavos de bolívar sem fornecer-lhe uma explicação satisfatória sobre a origem do dinheiro, o assunto não era fútil.
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LEGENDA
(2) Alguns textos bíblicos proíbem explicitamente o roubo e outros atos de maldade, como nos mandamentos: “Então falou Deus todas estas palavras, dizendo: Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus... Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão... Honra o teu pai e a tua mãe... Não matarás. Não adulterarás. Não furtarás. Não dirás falso testemunho contra o teu próximo. Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo” (Êxodo 20:1-5, 20:7, 20:12-17). Esse texto é uma parte da Bíblia que está de acordo com o Alcorão, no entanto, o seu impacto nas pessoas está desaparecendo devido à existência de outros textos na Bíblia que o contradiz ou desmente. A revelação do Alcorão generoso, o último livro de Deus (Allah ), foi uma amostra de Sua misericórdia. O Alcorão é, para todo muçulmano, o mediador de qualquer uma das escrituras sagradas.
2 – A minha experiência nos Estados Unidos da América

Em 1977 cheguei aos Estados Unidos para começar meus estudos universitários. Comecei numa escola para aprender inglês onde conheci pessoas de diferentes origens e religiões. Nessa escola de Seattle, Washington, dividi uma moradia com um saudita que fazia seu mestrado. Creio que se chamava Fouad. Certo dia, ele me perguntou se havia problema em rezar em casa e eu respondi que não. Fiquei surpreso, pois era a primeira vez que via um muçulmano rezar. Antes de iniciar a oração ele lavou suas mãos e enxaguou sua boca. A seguir, lavou seu rosto e os antebraços (1) na pequena pia de nossa casa. Também foi a primeira vez que vi alguém lavar seus pés numa pia. Peguei-me encantado observando a seqüência dos movimentos ao orar. Levantava-se, se ajoelhava, e finalmente se prostrava encostando a testa no chão. Nós, na igreja, só ajoelhamos e rezamos. Mas Fouad o fez diferente. Pouco tempo depois ele se mudou e não voltei a ver um muçulmano orar durante meses.

Durante os intervalos entre as aulas de inglês, os estudantes de vários países aproveitavam para conversar. Lembro-me claramente que em uma daquelas conversas foram sobre a origem das religiões. Chegado um momento dessa discussão comentei: “Vocês rezam dessa maneira, pois, é assim que faziam seus antepassados”. Depois acrescentei que os seus antepassados adoravam o sol, a lua e as estrelas, e que tais tradições haviam sido transmitidas, de geração em geração, até hoje. Começava assim a duvidar sobre a origem da fé em Deus (Allah ), ainda que minhas profundas raízes cristãs, não me permitiram cair no ateísmo.

Um dia fui visitar uma mesquita e vi muitas pessoas orando da mesma maneira que Fouad. Mesmo o piso estando frio, permaneciam todos sentados e isso me animou a sentar-me e ouvir o que o Imam tinha a dizer. Ele se chamava Jamil Abdul-Razzaq, era Iraquiano e falava em inglês sobre a calúnia. Lembro-me que sua voz era poderosa e cheia de paixão. Observava os assistentes como se soubesse que algum deles era um caluniador, mas não queria apontá-lo diretamente. Sem dúvida queria que todos os caluniadores se sentissem culpados por igual.

Nesse mesmo dia, recebi um pacote com publicações sobre diversos temas. Entre elas havia uma que abordava estudo comparativo entre o Islã e o Cristianismo. Levei muito tempo para lê-los, afinal eu era apenas um calouro da Oklahoma State University. Foi através desse estudo que aprendi que o Islã e a mensagem de Jesus foram ambas revelações divinas. Jesus disse que a mensagem não era dele, mas sim de Deus : “Porque eu não falei por minha própria autoridade, mas o Pai que me enviou deu-me um comando sobre o que eu deveria dizer e o que eu deveria falar” (João 12:49).
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LEGENDA
(3) O Islã atribui grande importância a tudo relacionado à limpeza. Por exemplo, além do ritual da ablução (wudhu) para validez da oração, são requisitos imprescindíveis a limpeza das vestimentas, do corpo e do lugar onde se ora. A ablução também é recomendada antes da recitação do Alcorão e antes de dormir. O banho completo deixando a água escorrer por todo o corpo é uma obrigação após a relação sexual é um ato louvável antes de participar da oração da sexta-feira (Salat Juma). Outros atos, como lavar a boca, escovar os dentes, cortar as unhas, remover os pêlos pubianos e das axilas, aparar o bigode, usar perfume, não sujar lugares ou móveis públicos e não contaminar as águas, caminhos e lugares de sombra ou reunião, são pontos vivamente recomendados pelo Islã e são atos de culto que aproximam o homem de Deus (Allah ): Nenhuma religião pode competir com o Islã no quesito limpeza e purificação do corpo e da alma.

Da mesma forma, a revelação que o profeta Muhammad (o enviado de Deus) transmitiu para toda humanidade também foi enviada por Deus através do Anjo Gabriel: “E por certo ele é a revelação descida do Senhor dos mundos, com a qual o leal espírito (Anjo Gabriel) desceu sobre teu coração, Muhammad, para que sejas dos admoestadores” (Alcorão 26:192-194).

Portanto, a autenticidade de cada religião e da sua origem divina depende fundamentalmente da precisão com que a revelação original de Deus (Allah ) foi preservada e transmitida com exatidão para a humanidade. Por outro lado, uma religião será perversa na medida em que aquilo que foi revelado aos profetas não tenha sido transmitido de maneira fidedigna. Se algo foi omitido ou trocado, é quase certo que a essência da mensagem original se tenha perdido para sempre. Portanto, se queremos ser justos e objetivos em nossas avaliações, devemos determinar até que ponto os evangelhos e o Alcorão foram mantidos livres de adulterações, acréscimos ou supressões. Já que o objetivo é transmitir a verdade ao estimado leitor, e considerando que às vezes, um relato pessoal de sucesso não atrai algumas pessoas, o que apresentamos nesse livro é uma breve comparação entre o cristianismo e o islamismo, as duas mais influentes religiões no mundo com o maior número de seguidores de todas as raças e nações. Depois disso, continuarei narrando acontecimentos de minha experiência pessoal. Esse é o nosso propósito principal com este livro. Por isso, leitor, se você busca a verdade, espero que Deus te ilumine através dele.

3 – Os Evangelhos

Os quatro evangelhos conhecidos como de Mateus, Marcos, Lucas e João são encontrados no Novo Testamento da Bíblia. Eles foram escritos entre 70 e 115 d.C.(décadas depois da partida de Jesus) e estão baseados em documentos dos quais não há nenhum rastro. O evangelho segundo Marcos foi o primeiro escrito em Roma, pelo menos 40 anos depois da partida de Jesus. O evangelho segundo Mateus foi escrito em grego aproximadamente em 90 d.C. O evangelho segundo Lucas foi escrito, também em grego, por volta do ano 80 d.C. Esses três evangelhos são conhecidos como “Evangelhos Sinópticos” porque foram originados dos mesmos documentos perdidos a que nos referíamos antes. O evangelho segundo João (1), no entanto, é profundamente diferente dos anteriores. É nesse evangelho, escrito entre 110 e 115 dC, que a divindade e preexistência de Jesus foram afirmadas, embora Jesus jamais tenha dito nada parecido.
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LEGENDA
(4) Por certo que João não se contava entre os discípulos de Jesus. Segundo a Enciclopédia Britânica: “O evangelho segundo São João é definitiva e indubitavelmente uma invenção” ("the Gospel according to John is definitely and undoubtedly a fabrication"). Por outro lado, a introdução da Bíblia católica afirma com toda força que com o passar dos séculos os copistas foram agregando às Sagradas Escrituras passagens que não formavam originalmente as mesmas e que, em conseqüência disso, chegaram à tipografia manuscritos repletos de todo o tipo de corrupção. Do mesmo modo, na introdução da edição revisada da King James Bible, obra coletiva de trinta e dois teólogos cristãos, ratificada por cinqüenta órgãos de consulta, lemos: “ Ainda essa edição da King James tem graves defeitos... e esses defeitos são tantos e muito graves...” ("Yet, the King James Version has grave defects … and these defects are so many and so serious…").


Os evangelhos foram escritos depois da divisão dos discípulos em diferentes tendências para dar suporte teórico às necessidades práticas da comunidade. Embora se procurasse baseá-los em relatos transmitidos pela tradição, o certo é que, servindo aos interesses particulares de seus autores, não se empenharam em manter a mensagem original livre de adições, cortes e manipulações. O Alcorão o afirma claramente e hoje, quatorze séculos depois, um grande número de teólogos cristãos assim o reconhece.

Cabe ressaltar que esses quatro citados não foram os únicos evangelhos compostos nos séculos seguintes a partida de Jesus. Havia outros como: o evangelho de Jacó, o de Pedro, o de Tomé, o de Felipe e o de Barnabé entre outros. O evangelho dos hebreus, por exemplo, composto na mesma língua falada por Jesus e pelos habitantes de Nazaré, nega a divindade de Jesus e o considerava um grande profeta de Deus (Allah ), não mais que isso. Nos quatrocentos anos que seguiram a partida de Jesus, os evangelhos segundo Marcos, Mateus, Lucas e João foram incluídos no texto principal que compõe o corpo da Bíblia.

A Igreja os declarou canônicos e os restantes heréticos. Desde então, esses quatro evangelhos foram considerados a “Palavra de Deus”, mesmo assim isso não foi obstáculo para que continuassem fazendo alterações. Como resultado, os evangelhos canônicos se encontram modificados. É evidente: Como se explica que duas a cada três edições são diferentes e contraditórias às anteriores?

Entre os muitos fatores a serem considerados na análise do grau da autenticidade e fidelidade da mensagem original dos quatro evangelhos canônicos se encontram os seguintes:

1 – Nenhum rastro do evangelho original revelado por Deus (Allah ) a Jesus, mencionado tanto no Alcorão como nos evangelhos conservados (1).
2 – Perdidas as primeiras recopilações dos ensinamentos de Jesus, registradas por escrito muito pouco tempo depois de sua ascensão aos céus.
3 – Os evangelhos, que foram escritos entre 70 e 115 anos depois dos acontecimentos, se baseiam em documentos perdidos cujo conteúdo foi submetido a notáveis manipulações.
4 – Nenhum dos autores dos evangelhos conhecidos viu Jesus, ouviu de viva voz suas palavras ou foi testemunha ocular do que foi narrado.
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LEGENDA
(5) Deus (Allah ) disse: “...enviamos Jesus, filho de Maria, corroborando a Tora que o precedeu; e lhe concedemos o Evangelho, que encerra orientação e luz, corroborante do que foi revelado na Tora e exortação para os tementes” (Alcorão 5:46). E em Marcos 14:9 lemos: “Em verdade vos digo que, em todas as partes do mundo onde este evangelho for pregado, também o que ela fez será contado para sua memória”. Em verdade, quem quiser conhecer os verdadeiros ensinamentos de Jesus deverá recorrer ao Alcorão.

5 – Os evangelhos foram escritos na língua grega, enquanto Jesus falava aramaico.
6 – Os evangelhos e a maioria das epístolas que hoje conhecemos foram sancionados no século IV d.C. (concretamente no ano 325), por uma minoria do Concílio de Nicéia. Antes do ano 325 d.C. os evangelhos, sem qualquer autoridade canônica, foram alterados por copistas de diferentes seitas e pequenos grupos cristãos de acordo com seus interesses e caprichos pessoais.
7 – A maioria dos textos que integram o que hoje conhecemos como os evangelhos se deve aos escritos de Paulo e seus discípulos. Paulo, que nunca viu ou ouviu Jesus falar, foi um inimigo declarado da mensagem de Jesus, cujos discípulos ele assassinava, aprisionava em masmorras (Atos 8:3 e 9:1-2) e os forçava a caluniar contra Jesus (Atos 26:11). Entretanto, após sua conversão, “procurava unir-se aos discípulos, mas todos o temiam não acreditando que ele fosse um discípulo, até que Barnabé o levou consigo aos apóstolos” (Atos 9:26-27). Depois de ter assegurado que Jesus lhe aparecera e lhe falara no caminho de Damasco (Atos 9:3-8), mesmo que não tivesse nenhuma testemunha ou prova de qualquer tipo (1), se converteu em porta voz oficial de Jesus da noite pro dia, aquele que o Messias havia designado para pregar ao mundo: uma designação, por certo, que sequer tinha prova (Atos 9:3-6) (2). Paulo começou a acusar os discípulos e aqueles que “não acreditavam nele como discípulo” de andarem errado na fé (Timóteo 6:20-21). Até de Barnabé, que havia sido tão bom para ele, disse: “foi induzido a usar da mesma dissimulação” (Gálatas 2:13). Para completar o círculo, Paulo deu a si mesmo o direito de propagar idéias contrárias aos ensinamentos de Jesus, que não havia vindo senão para completar as leis divinas (Atos 21:20 e Romanos 7:6) (3). Inclusive: “E quando Paulo queria ir para o povo, os discípulos não permitiram” (Atos 19:30), não surpreende, pois, que afirmava que: “Todos os da Ásia se afastaram de mim” (2 Timóteo 1:15) e “Ninguém me assistiu na minha primeira defesa, antes todos me desampararam” (2 Timóteo 4:16).
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LEGENDA
(6) Para efeito, Paulo não teria mais provas de seu testemunho, que de acordo com a própria Bíblia não é válido: “Se eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro” (João 5:31). Em outra parte sua versão cai em contradição. Assim lemos em Atos 9:7: “E os homens, que iam com ele, pararam espantados, ouvindo a voz, mas não vendo ninguém”, entretanto, em Atos 22:9: “E os que estavam comigo viram, em verdade, a luz, e se atemorizaram muito, mas não ouviram a voz daquele que falava comigo”. E assim obteve Paulo o que antes não conseguira com a força.

(7) Lemos na 1° Epístola de João 4:1: “Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo”. Paulo ainda chegou a confessar ter mentido em sua pregação: “Mas, se pela minha mentira abundou mais a verdade de Deus para glória sua, por que sou eu ainda julgado também como pecador?” (Romanos 3:7).

(8) “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido" (Mateus 5:17-18). Paulo fez tudo que estava ao seu alcance para atrair quanto seguidores fosse possível, inclusive se para isso tivesse que ir contra os verdadeiros ensinamentos de Jesus ou prejudicá-los, pois, devemos salientar que nunca o Messias consentiu que a vaidade se sobrepusesse a verdade. Em Coríntios 9:19-23, Paulo confessa: “Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos para ganhar ainda mais. E fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivesse debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei. Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei. Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns. E eu faço isto por causa do evangelho, para ser também participante dele”

8 – Os mais antigos manuscritos bíblicos conservados são o Codex Vaticanus, o Codex Sinaiticus e o Codex Alexandrinus, todos eles fechados entre o século IV e V d.C. Não é possível estabelecer com exatidão as trocas introduzidas nos evangelhos antes disso, sempre levando em conta, por suposto, que a linguagem dos evangelhos era o grego enquanto Jesus falava o aramaico.
9 – As discrepâncias que se observam nos manuscritos conservados dos séculos 4 e 5 d.C. são muito notáveis em diversos pontos (1).
10 – Os evangelhos e as epístolas contêm muitos erros e contradições (2). Além do mais, não existe um nexo entre os mesmos e seus autores.

Com tudo isso, dispomos de provas mais que suficientes para assegurar de maneira categórica que o evangelho original de Jesus, tal e como foi revelado por Deus (Allah ), não é o que chegou até nós. Desta forma, pode-se concluir que os quatro evangelhos e as epístolas que hoje chamamos de Bíblia não podem ser considerados similares ou equivalentes ao evangelho revelado por Deus a Jesus.

Para melhorar essa demonstração, seguem os seguintes exemplos:

A moderna doutrina cristã se baseia no Novo Testamento. Porém o Novo Testamento tem sido submetido a tantas mudanças que praticamente não há uma edição nova que seja igual à anterior. Além disso, se trata de mudanças tão substanciais que afetam as raízes verdadeiras da doutrina cristã. Por exemplo, as duas únicas referências evangélicas à ascensão de Jesus aos céus foram suprimidas. Concretamente nos referimos às seguintes passagens de Marcos e Lucas: “Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus” (Marcos 16:19) e “E aconteceu que, abençoando-os ele, se apartou deles e foi elevado ao céu” (Lucas 24:51).

O versículo de Marcos foi simplesmente removido com todo o seu contexto. O de Lucas, se não desapareceu totalmente, ficou da seguinte maneira: “E aconteceu que, abençoando-os ele, se apartou deles”, de onde as palavras “e foi elevado ao céu” evaporaram.

Vejamos alguns outros exemplos. Em Mateus 16:27-28 lemos: “ Porque o filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então retribuirá a cada um conforme as suas obras. Em verdade vos digo que alguns há, dos que aqui estão, que de maneira nenhuma passarão pela morte até que vejam vir o Filho do homem no seu reino”. Evidentemente a profecia nunca se cumpriu. Devemos, portanto, concluir que se trata de um erro de Mateus, pois, caso contrário, seria um mero engano de Jesus, e o Messias, como verdadeiro profeta de Deus, não cometeria enganos.

Porém Mateus se contradiz completamente na mesma página. Assim, referindo à opinião que Pedro merecia do Messias, põe em seus lábios “E Jesus, respondendo, disse-lhe: bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque tu não revelaste a carne e o sangue... Pois também eu te digo que tu és Pedro... E eu te darei as chaves do reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mateus 16:17-19). Entretanto, apenas uns versículos mais abaixo (Mateus 16:23) lemos: “Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens”.
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(9) Certos teólogos cristãos demonstram com satisfação a existência de centenas de manuscritos diferentes dos evangelhos. Mas qual o valor deles se não há entre eles dois que sejam iguais?

(10) Os inúmeros erros contidos na Bíblia levaram Robert Kehl Zeller em sua obra, A autenticidade da Bíblia Sagrada, sustentar com a maior contundência que não há livro na história da humanidade que tenha sido objeto de tanta alteração e manipulação. Isso contrasta com a opinião de William Muir sobre o Alcorão (Ver as legendas 11 e 12).

Pensemos agora nos fatos relativos à suposta crucificação de Jesus. Os evangelhos se contradizem neste ponto de maneira flagrante e do princípio ao fim. Assim, Mateus 27:44 diz: “E o mesmo lhe lançaram também em rosto os salteadores que com ele estavam crucificados”. No entanto, não há dúvida que os ladrões estão insultando Jesus. Entretanto, em Lucas 23:39-40 lemos: “E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: se tu és Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós. Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação?”, de onde tão pouco cabe dúvida de que um dos ladrões o insulta, enquanto que o outro o defende.

Enfim, os erros e contradições são inúmeros. E não são somente encontrados no Novo Testamento, mas também no Antigo Testamento (1). Por exemplo, em 2 Reis 8:26 lemos: “Era Acazias de vinte e dois anos de idade quando começou a reinar”, o que contradiz 2 Crônicas 22:2, que afirma: “Era da idade de quarenta e dois anos quando começou a reinar”. Outro exemplo é 2 Reis 24:8: “Tinha Joaquim dezoito anos de idade quando começou a reinar, e reinou três meses em Jerusalém”, enquanto que em 2 Crônicas 36:9 lemos: “Tinha Joaquim a idade de dezoito anos, quando começou a reinar; e reinou três meses e dez dias em Jerusalém”.

Em outro, 2 Samuel 6:23, afirma: “E Mical, a filha de Saul, não teve filhos, até o dia da sua morte”, o que contradiz 2 Samuel 21:8: “Mas tomou o rei os dois filhos de Rispa, filha de Aia, que tinha tido de Saul, a Armoni e a Mefibosete; como também os cinco filhos da irmã de Mical, filha de Saul, que tivera de Adriel, filho de Barzilai, Meolatita”. Mical morreu sem filhos ou deu a luz a cinco? Para resolver a incongruência o nome Mical, que aparece tanto na King James como na New World Translation das Testemunhas de Jeová, tem sido substituído na New American Version de 1973 pelo de Merab.

Também o Antigo e o Novo testamento se contradizem; por exemplo, no que diz respeito ao ver Deus (Allah ). Assim, segundo João 1:18: “Deus nunca foi visto por alguém”, o que se confirma na 1 Epístola de João 4:12, no entanto é completamente contradito em Gênesis 32:30, de onde Jacó afirma ter visto Deus cara a cara: “tenho visto a Deus face a face, e a minha alma foi salva”; Êxodo 33:11, nos diz que o Senhor falou a Moisés cara a cara como quem mantém uma amigável conversa com um amigo e também Êxodo 24:9-11: “E subiram Moisés e Arão, ... mas viram a Deus, e comeram e beberam”.

E outro exemplo mais. Em João 3:13 lemos: “Ora ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu”. Porém Gênesis 5:24 afirma: “E andou Enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou”, e 2 Reis 2:1: “Sucedeu que, quando o Senhor estava para elevar a Elias num redemoinho ao céu”. Esclarecemos o assunto: Então, só Jesus subiu ao céu, ou Enoque e Elias também?

Tudo isso sem contar que, existem inúmeras versões diferentes do Antigo Testamento: a hebraica, a grega, conhecida como Septuaginta, e a samaritana, por exemplo. Sem contar que uma boa parte dos verdadeiros autores dos livros que compõem o Antigo Testamento nos é completamente desconhecida.
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(11) O mesmo Concílio Vaticano II (1962-65) admitiu a existência de erros no Antigo Testamento.

Assim se confirma, sem estender mais, a introdução da versão francesa da Bíblia, em que lemos: “Os diferentes livros que compõem a Bíblia são obra, em sua maioria, de autores reconhecidos como a voz de Deus entre os seus, porém muitos dos quais permanecem no anonimato”.

O Islã, em uma postura rigorosamente justa, mantém que na Bíblia se mesclam verdade e falsidade, e o critério para distinguir ambas não é outra coisa senão o Alcorão Sagrado e a Sunnah do profeta Muhammad .

Em definitivo, quando a Bíblia está de acordo com o Alcorão e a Sunnah, será tida como certa. E ao contrário, quando não estiver de acordo, será tida falsa. Se a Bíblia, por último, cita algo que nem o Alcorão e nem a Sunnah menciona, então não acreditamos e nem desacreditamos. Crer plenamente na mensagem original revelada por Deus (Allah ) a Abraão, Moisés, David, Jesus ou a qualquer outro profeta, que a paz esteja com todos eles, é parte substancial da fé e sem essa crença não se é muçulmano.

4 – A autenticidade do Alcorão

O Alcorão, a última revelação de Deus (Allah ) para a humanidade, se mantém inalterado e isento de alterações humanas há mais de 1400 anos (1). Esta mensagem de Deus foi revelada ao profeta Muhammad durante vinte e três anos, de maneira segmentada, de modo que em cada revelação lhe era dado um ou vários versículos (Ayas) de maior ou menor tamanho. Cada vez que o profeta Muhammad recebia uma dessas revelações, recitava a seus discípulos ou companheiros, que a colecionavam por escrito e a memorizavam. Além disso, o Profeta indicava para seus escribas o local exato onde cada versículo deveria ser colocado no corpo do texto. Dessa maneira, centenas de seguidores do Profeta escreveram ou memorizaram todo o Alcorão enquanto o Profeta ainda vivia. Após sua morte, Abu Bakr, o primeiro califa, atribuiu à Zaid Ibn Thabit a responsabilidade de compilá-lo em um só volume em uma obra única. Mais tarde, seguindo as ordens do terceiro califa, Uthman Ibn Affan, foram preparadas seis cópias para serem enviadas aos principais centros do mundo islâmico.

A existência do Alcorão na sua forma original em árabe, língua viva e ainda usada; a existência de milhões de pessoas que o memorizaram de maneira escrupulosa e exata nos quatro cantos do mundo e a perfeita coincidência de todas as suas cópias e manuscritos são provas contundentes da autenticidade da última revelação enviada por Deus (Allah ) para a humanidade.

O Alcorão, todo ele, em forma e sentido, letra e espírito, sem nenhuma adição sequer é a palavra de Deus . Se Deus ordenava ao Profeta Muhammad : “Dize: Ele é Deus, o Único”, o Profeta não podia senão repetir da maneira como era mandado, incluindo o verbo no imperativo “Dize”, que se mantém no livro. Para evitar confusões, as narrações proféticas (Hadith), que configuram a Sunnah e são a segunda fonte do Islã, nas quais só o sentido foi revelado por Deus e não a forma, se mantém separadas do Alcorão e se reúnem em obras específicas que se chamam “Compilações de Hadith”. Na Bíblia, pelo contrário, se sobrepõem partes reveladas por Deus junto a outras atribuídas aos profetas e outras, por último, a pessoas comuns e sem capacidade profética.

Para qualquer um que leia o Alcorão fica evidente que o livro concentra-se inteiramente na unicidade de Deus .
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LEGENDA
(12) Em sua obra, A Vida de Muhammad, William Muir, um escritor não muçulmano, afirma: “Provavelmente não há outro livro no mundo que tenha permanecido intacto por doze séculos”. A orientalista italiana Laura Veccia Vaglieri disse em seu livro, Apologia do Islã: “Ainda nos resta outro indício da divindade do Alcorão: ao longo dos séculos, o seu texto permaneceu preservado desde o tempo de sua revelação até os nossos dias, e assim será, se Deus quiser, sempre e enquanto durar o universo” (Página 58) e “Mostro meu apreço por esse poderoso livro que não sofreu nenhuma falsificação tanto por seus defensores quanto por seus inimigos, nem por intelectuais e nem por analfabetos, não se enfraqueceu no tempo e seu estado hoje segue intacto igual aquele do primeiro dia de sua revelação ao Profeta fiel, o último dos enviados” (Página 133).

Não é, como alguns pensam, um reduto para os ensinamentos e grandezas do profeta Muhammad . Quem lê o Alcorão Sagrado entenderá que nesse livro não há outro esforço ou interesse a não ser convidar as pessoas para terem fé na unicidade de Deus para louvarem a Deus (Allah ), para glorificarem a Deus e para obedecerem a Deus , como lemos (3:144): “E Muhammad não é senão mensageiro; de fato outros mensageiros passaram antes dele. Então, se ele morrer ou for morto, tornareis atrás, virando os calcanhares? E quem torna atrás, virando os calcanhares em nada prejudicará a Deus. E Deus recompensará os agradecidos”.

Quem ler o Alcorão Sagrado verá que sem a anuência divina seria impossível Muhammad beneficiar alguém, sequer a si mesmo: “Dize: não possuo para mim mesmo nem benefício e nem prejuízo, exceto aquilo que Deus quer. E se soubesse o invisível, multiplicar-me-ia os bens, e não me tocaria o mal. Não sou senão admoestador e alvissareiro para um povo que Crê” (Alcorão 7:188).

Quem ler o Alcorão Sagrado encontrará versos que advertem o Profeta por suas ações. Em certa ocasião, por exemplo, um cego o interrompeu, enquanto estava pregando aos nobres de Meca. O cego, esperando que o Profeta lhe desse instruções sobre as revelações de Deus , interrompeu suas pregações. O Profeta então, como sabia da fé intensa que aquele homem tinha, se limitou a franzir a testa e ignorou, concentrando se mais em atrair a fé daqueles para quem pregava. Aquele ato valeu ao Profeta uma boa advertência: “(O Profeta) tornou-se austero e voltou as costas, porque o cego foi ter com ele. E quem te assegura que não poderia vir a ser agraciado, ou receber (admoestação) e, a lição lhe seria proveitosa? Quanto ao que se tem como auto-suficiente, tu o atendes. Quem te importa se ele não se tornou puro (da crença). Porém, quem acorreu a ti, e é temente, tu o negligenciaste! Em verdade, (O Alcorão) é uma mensagem de advertência” (Alcorão 80:1-11). Se ler o Alcorão Sagrado comprovará que Deus chega até a ameaçar de morte o Profeta se ousasse Lhe atribuir palavras que não fossem Suas: “E se ele (Muhammad) nos atribuísse certos ditos (falsos), apanhá-lo-íamos pela destra, em seguida, cortar-lhe-íamos a aorta e então, nenhum de vós seria barreira contra sua punição” (Alcorão 69:44-47).

Os pagãos árabes da época do Profeta o acusaram várias vezes de inventar o Alcorão. Nesse ponto, Deus (Allah ) revelou vários versos em que Ele os desafiou a produzir um livro similar ao Alcorão. Os versículos 17:88 dizem: “Dize: se os humanos e jins se juntassem para fazer vir igual a este Alcorão, não fariam vir nada igual a ele, ainda que uns ajudassem os outros”. Nos versículos 52:33-34 lemos: “Ou dizem: ele (Muhammad) o inventou? Não, mas eles não crêem. Então que façam vir uma mensagem igual a dele se são verídicos”.

Como não conseguiram fazer isso, o desafio posteriormente foi reduzido a dez capítulos como mostra o versículo 11:13 que diz: “Ou dizem: ele o forjou? Dize: então fazei vir dez suras forjadas iguais as dele e para tal convocai quem puderes, em vez de Deus, se sois verídicos”. Como também não conseguiram, finalmente o desafio foi reduzido a um único capítulo. Os versículos 2:23-24 nos informa: “E se estais em dúvida acerca do que fizemos descer sobre o nosso servo (Muhammad), fazei vir uma sura igual a dele e convocai vossas testemunhas, em vez de Deus, se sois verídicos. E se não o fizerdes e não o fareis, guardai-vos do fogo, cujo combustível são os homens e as pedras, o qual é preparado para os renegadores da fé”. O versículo 10:38 diz: “Ou eles dizem: ele (Muhammad) o forjou? Dize: então fazei vir uma sura igual a dele, e para isso convocai quem puderes, fora Deus, se sois verídicos”. Naquela época se contavam como inimigos ferrenhos do Islã alguns dos mais ilustres oradores árabes de todos os tempos, ainda que isso tivesse lhes poupado todo o tempo e esforço que desperdiçaram para combater o Islã, não conseguiram compor sequer um só capítulo comparável ao Alcorão.

Por outro lado, quem ler o Alcorão Sagrado comprovará que, ao contrário da Bíblia, não incorre em erros científicos, nem diverge, contradiz ou entra em conflito de nenhum tipo com a razão e a ciência: “E não ponderam eles o Alcorão? E se fosse vindo de outro que não Deus, encontrariam nele muitas discrepâncias” (Alcorão 4:82). O Alcorão, que foi revelado há quatorze séculos, menciona fatos recentemente descobertos e comprovados por cientistas com a ajuda de complexas investigações e a mais avançada tecnologia. A razão está no fato provado de que um homem analfabeto há mil e quatrocentos anos conhecia tais coisas.
Deus (Allah ) descreve claramente as diferentes fases do desenvolvimento embrionário: “E, com efeito, criamos o ser humano da quiescência do barro. Em seguida, fizemo-lo gota seminal em lugar estável e seguro. Depois criamos da gota seminal, uma aderência; e criamos da aderência, embrião; e criamos do embrião, ossos; e revestimos os ossos de carne; em seguida, fizemo-lo surgir em criatura outra. Então, bendito seja Deus, o melhor dos criadores” (Alcorão 23:12-14).

O Alcorão Sagrado também se refere ao Big Bang (Criação do Universo): “E os que renegam a fé não viram que os céus e a terra eram um todo compacto e nós desagregamo-los e fizemos da água toda coisa viva? Então, não crêem?” (Alcorão 21:30). Não devemos passar por alto que estes versos abordam a mesma questão que foi o prêmio Nobel de 1973 e que a ciência moderna também provou que 80% do citoplasma da célula viva é realmente água.

A impossibilidade de que todos estes dados tão precisos puderam estar à disposição de um homem analfabeto (1), há mil e quatrocentos anos, constitui prova evidente de que o Alcorão é a palavra de Deus e que Muhammad é em verdade um profeta.

5- A vida e a missão de Jesus

Muito pouco se sabe sobre os primeiros anos da vida Jesus. A Virgem Maria deu à luz na Palestina e todos os muçulmanos o respeitam e acreditam com fé devota que é um dos maiores profetas de Deus (Allah ). O Alcorão está repleto de versos que o diferencia como tal.
Seus ensinamentos são baseados na crença em um único Deus , sem associados e no amor para a humanidade. Realizou muitos milagres, mas nunca creditou os milagres a si mesmo, mas sempre a Deus (1). Assim, João 5:30 afirma: “Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma”. Lucas 11:20 diz: “Mas se eu expulso demônios com o dedo de Deus”. Antes de fazer qualquer coisa, Jesus invocava o Criador do céu e da terra , como ao trazer Lázaro de volta à vida conforme João 11:41-42: “Jesus levantando os olhos para cima, disse: Pai, graças te dou por me haveres ouvido. Eu bem sei que sempre me ouves, mas eu disse isto por causa da multidão que está em redor, para que creiam que tu me enviaste”. Simão (Pedro), um discípulo importante, disse: “Homens israelitas, escutai estas palavras: A Jesus de Nazaré, homem aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis” (Atos 2:22). “Como vós mesmos bem sabeis”: para aqueles que testemunharam tais atos, Jesus, era sem sombra de dúvida um profeta de Deus, o instrumento pelo qual Deus manifestava seu poder.
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LEGENDA
(13) “E nunca recitaste livro algum antes deste, nem o transcreveste com a tua mão direita; caso contrário, os difamadores teriam duvidado” (Alcorão 29:48).

(14) Contudo, os sacerdotes insistem em se opor aos ensinamentos de Jesus ao considerar tais milagres como provas de sua natureza divina. Diante disso, alguém pode quer questionar: Por que, então, também não consideram Moisés uma divindade, já que ao tocar seu cajado, que aliás se transformou em serpente (Êxodo 4:2-5), as águas do mar se abriram? (Êxodo 14:16-29). Por que não consideram Josué uma divindade, já que ele ordenou que o sol e a lua parassem e eles obedeceram? (Josué 10:12-13). Por que também não Elias, já que ressuscitava os mortos? (1 Reis 17:20-22). E Eliseu Também que os ressuscitava vivo (2 Reis 4:32-35) e mesmo depois de morto? (2 Reis 13:20-21). E Ezequiel que ressuscitou um exército composto por uma multidão grandíssima de homens? (Ezequiel 37:7-10). Mesmo sendo eles apenas homens ordenados por Deus (Allah ), porque não considerá-los todos deuses?

Recordemos o caso do filho da viúva, a quem Jesus intercedeu trazendo de volta à vida, os presentes proclamaram que: “Um grande profeta se levantou entre nós e Deus visitou o seu povo” (Lucas 7:16).
No Alcorão, o grande profeta de Deus (Allah ) é referido como “Issa Ibn Mariam” (Jesus filho de Maria), nada menos do que 25 vezes, enquanto o nome do profeta Muhammad é mencionado apenas cinco vezes. No Alcorão 3:42-62 lemos: “Recorda-te de quando os anjos disseram: Ó Maria (1), é certo que Deus te elegeu e te purificou, e te preferiu a todas as mulheres da humanidade. Ó Maria, consagra-te ao Senhor. Prostra-te e genuflecte-te com os genuflexos. Estes são alguns relatos do mistério que te revelamos (Ó Mensageiro). Tu não estavas presentes com eles (os judeus) quando, com flechas, tiravam a sorte para decidir quem se encarregaria de Maria; tampouco estavas presentes quando rivalizavam entre si. E quando os anjos disseram: Ó Maria, por certo que Deus te anuncia o seu verbo, cujo nome será o messias Jesus filho de Maria, nobre nesse mundo e no outro e que se encontrará entre os diletos de Deus. Falará aos homens, ainda no berço, bem como na maturidade e se encontrará entre os virtuosos. Perguntou: Ó Senhor meu, como poderei ter um filho se mortal algum jamais me tocou? Disse-lhe o anjo: Assim será. Deus cria o que deseja, posto que quando decreta algo, diz: seja, e é. Ele lhe ensinará o Livro, a sabedoria, a Tora e o Evangelho. E ele será um mensageiro para os israelitas, (e lhes dirá): Apresento-lhes um sinal do vosso Senhor, plasmarei de barro a figura de um pássaro, ao qual darei vida, e a figura será um pássaro com beneplácito de Deus (2), curarei o cego de nascença e o leproso, ressuscitarei os mortos com a anuência de Deus e vos revelarei o que consumis e o que entesourais em vossas casas. Nisso há um sinal para vós se sois fiéis. (Eu vim) para confirmar-vos a Tora, que vos chegou antes de mim, e para liberar-vos algo que vos está vedado. Eu vim com um sinal do vosso Senhor. Temei a Deus, pois, e obedecei-me. Sabei que Deus é meu Senhor e vosso. Adorai-O, pois, essa é a senda reta. E quando Jesus lhes sentiu a incredulidade, disse: Quem serão os meus colaboradores na causa de Deus? Os discípulos disseram: nós seremos os colaboradores, porque cremos em Deus e testemunhamos que somos muçulmanos (submissos à Deus). Ó Senhor nosso, cremos no que tens revelado e seguimos o Mensageiro; inscreve-nos, pois, entre os testemunhadores.
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LEGENDA
(15) Maria, a mãe de Jesus, é a única mulher mencionada de maneira expressa pelo nome no Alcorão. Seu nome aparece no Alcorão 34 vezes e dá título a um capítulo (Sura) inteiro (Na Bíblia não há nada semelhante). Pelo contrário, a mãe, as filhas e as esposas do profeta Muhammad não são mencionadas no Alcorão. Prova do grande amor que os muçulmanos têm pela Virgem Maria é que grande número deles colocam o esse nome em suas filhas.

(16) Este, como outros milagres de Jesus, não aparecem nos evangelhos e sim no Alcorão. Outro exemplo, se vê no Alcorão 5:114, milagre que dá nome ao capítulo (Sura Al Máida – A mesa servida).


Porém, (os judeus) conspiram (contra Jesus) e Deus, por sua vez, planejou, porque é o melhor dos planejadores. E quando Deus disse: Ó Jesus, por certo que porei termo à tua estada na terra; ascender-te-ei até Mim (1) e salvar-te-ei dos incrédulos, fazendo prevalecer sobre eles os teus adeptos até o dia da ressurreição. Então, a Mim será vosso retorno e julgarei as questões pelas quais divergis. Quanto aos incrédulos, castigá-los-ei severamente neste mundo e no outro, e jamais terão protetores. Em troca, aos fiéis que praticam o bem, Deus os compensará; Sabeis que Deus não aprecia os injustos. Estes são os versículos que te ditamos, acompanhados de prudente mensagem. O exemplo de Jesus ante Deus é idêntico ao de Adão, que Ele criou do pó, então, lhe disse: Seja, e foi. Esta é a verdade emanada do teu Senhor. Não sejas, pois, dos que (dela) duvidam. Porém, aqueles que discutem contigo a respeito dele, depois de te haver chegado o conhecimento, dize-lhes: Vinde e convoquemos os nossos filhos e os vossos, as nossas mulheres e as vossas, e nós mesmos; então, deprecaremos para que a maldição de Deus caia sobre os mentirosos. Esta é a puríssima verdade e não há outra divindade além de Deus. Ele é o Poderoso e o Prudentíssimo”.
Lemos agora juntos o Alcorão 19:16-36: “E menciona Maria, no Livro, a qual se separou de sua família, indo para um local que dava para o leste. E colocou uma cortina para ocultar-se dela (da família), e lhe enviamos o Nosso Espírito, que lhe apareceu personificado como um homem perfeito. Disse-lhe ela: guardo-me de ti no Clemente se é que temes a Deus. Explicou-lhe: sou tão somente o mensageiro do teu Senhor para agraciar-te com um filho imaculado. Disse-lhe: como poderei ter um filho se nenhum homem me tocou e jamais deixei de ser casta? Disse-lhe: assim será porque teu Senhor disse: Isso me é fácil e faremos disso um sinal para os homens e será uma prova de Nossa misericórdia. E foi uma ordem inexorável. E quando concebeu, retirou-se com o rebento a um lugar afastado. As dores do parto a surpreenderam junto a uma tamareira. Disse: quem dera ter morrido antes disso ficando completamente esquecida. Porém, chamou-a uma voz junto a ela: não te atormentes porque teu Senhor fez correr um riacho aos teus pés. E sacode o tronco da tamareira, de onde cairão sobre ti tâmaras maduras e frescas. Come, bebe e consola-te; e se vires algum humano, faze-o saber que fizeste um voto de jejum ao Clemente e que hoje não poderás falar com pessoa alguma. Regressou ao seu povo levando-o (o filho) nos braços e lhes disseram: Ó Maria, eis que fizeste algo extraordinário. Ó irmã de Aarão, teu pai jamais foi um homem do mal, nem tua mãe uma (mulher) sem castidade. Então, ela lhes indicou que interrogassem o menino. Disseram: como falaremos a uma criança que ainda está no berço? Ele lhes respondeu: sou o servo de Deus, o qual me concedeu o Livro e me designou como profeta. Fez-me abençoado onde quer que eu esteja e me encomendou a oração e (pagar) o Zakat (2) enquanto eu viver. Me fez piedoso para com a minha mãe não permitindo que eu seja arrogante ou rebelde. A paz está comigo desde o dia em que nasci; estará comigo no dia em que eu morrer, bem como no dia em que eu for ressuscitado. Este é Jesus filho de Maria; é a pura verdade, da qual duvidam. É inadmissível que Deus tenha tido um filho. Glorificado seja quando decide uma coisa, basta lhe dizer: seja, e é. E Deus é o meu Senhor e o vosso. Adorai-O, pois, esta é a senda reta”.
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LEGENDA
(17) Deus (Allah), salvou Jesus e o fez ascender aos céus junto a Ele (Allah ), em corpo e alma, hígido e a salvo.

(18) O Zakah é um dos pilares do Islã. É uma percentagem fixa da riqueza que se dá para os pobres e necessitados.


Também a Sunnah, o conjunto de tradições proféticas, aborda com muito carinho a figura de Jesus. Assim, afirma o profeta Muhammad , em um Hadith ou tradição profética referido por Bukhari “Tanto neste mundo e no outro, eu sou o mais próximo de Jesus filho de Maria. Os profetas são todos irmãos, as mães são diferentes e a sua religião é uma”. Outro Hadith, também referido por Bukhari, acrescenta: “Quando qualquer ser humano nasce, Satanás o toca em ambos os lados do corpo com seus dois dedos, com exceção Jesus, filho de Maria, a quem Satanás tentou ferir, mas só conseguiu raspar na placenta”. Esta foi uma resposta de Deus à súplica de sua avó, esposa de Imran, como lemos no Alcorão 3:36: “Eis que a chamo Maria; ponho-a bem como à sua decência, sob a Tua proteção contra o maldito Satanás (1)”.
O Alcorão, concluindo, considera Jesus um homem puro, imaculado e nobre como Muhammad e ambos são mensageiros do mesmo Deus.

6 – O Profeta Muhammad

Jesus disse aos Judeus: “Portanto, eu vos digo que o reino de Deus vos será tirado e será dado a uma nação que dê os seus frutos” (Mateus 21:43). Esta é a nação descendente de Ismael , que sempre foi rejeitada pelos judeus (1). O Alcorão (61:6) declara: “E quando Jesus, filho de Maria, disse: Ó israelitas, em verdade, sou o mensageiro de Deus, enviado a vós corroborante de tudo quanto a Tora antecipou no tocante às predições, e alvissareiro de um mensageiro que virá depois de mim, cujo nome será Ahmad! Entretanto, quando lhes foram apresentadas as evidências, disseram: Isto é pura magia!”.
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LEGENDA
(19) Tanto o Alcorão como a Sunnah honram Jesus e sustentam que Deus (Allah ) o protegeu do demônio diante das afirmações da Bíblia que diz que o demônio zombou dele (Lucas 4:2).

(20) Apesar dos judeus não considerarem os árabes, Deus, como lemos no Alcorão, os favoreceu durante algum tempo: “Ó Israelitas, recordai-vos das Minhas mercês, com as quais vos agraciei, e de que vos preferi aos vossos contemporâneos” (Alcorão 2:47). A maioria das vezes que o Alcorão se refere a eles, é para descrever as suas relações com os profetas, especialmente Moisés, cujo nome é mencionado no Alcorão 136 vezes. Ainda lembramos que o Profeta Muhammad, ordenou a todos os muçulmanos jejuar no décimo dia do mês lunar de Muharam e um dia antes ou depois dele como forma de agradecimento a Deus (Allah ) por ter salvado Moisés e o seu povo das mãos do faraó operando milagres tão descomunais como a divisão das águas do mar vermelho. Até hoje, depois de quatorze séculos, os muçulmanos continuam recordando esse acontecimento. Prova do fervoroso amor e respeito que todos os muçulmanos têm pelos profetas do povo de Israel é a assiduidade com que elegem seus nomes para seus filhos.

No Novo Testamento, Jesus profetiza a vinda de Muhammad , com as seguintes palavras: “Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. Do pecado, porque não crêem em mim; Da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais; E do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado. Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar” (João 16:7-14). Quem glorificou tanto Jesus como Muhammad ?
Por outro lado, no evangelho de Barnabé (220), se põe nos lábios de Jesus as seguintes palavras: “Desde que os homens têm me chamado de “Filho de Deus” ou de “Deus", e eu era inocente disso, Deus quis que eu fosse zombado nesse mundo com a morte de Judas (1) fazendo o povo acreditar que eu havia morrido na cruz, para não ser zombado pelos demônios no dia do juízo. E assim permanecerá até a vinda de Muhammad, o mensageiro de Deus, que revelará a verdade para aqueles que crêem nas leis de Deus”.
O profeta Muhammad é mencionado diversas vezes no Velho Testamento, apesar de ter sofrido manipulações. Por exemplo, em Deuteronômio 18:18-19, lemos: “Eis lhes suscitarei um profeta do meio de seus irmãos, como tu, e porei as minhas palavras na sua boca, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar. E será que qualquer que não ouvir as minhas palavras, que ele falar em meu nome, eu o requererei dele”.
Da mesma maneira, Meca, também conhecida como Bakka, onde o profeta Muhammad recebeu a sua revelação divina, é mencionado em Salmos 84:6, que diz: “Passando pelo vale de Baca, fazem dele um lugar de fontes; e a primeira chuva o cobre de bênçãos”. No Alcorão (3:96), por sua vez, lemos: “A primeira Casa (Sagrada), erigida para o gênero humano, é a de Bakka, onde reside a benção servindo de orientação à humanidade”, assim como no Alcorão (14:37): “Ó Senhor nosso, estabelecei parte de minha descendência em um vale inculto perto da Tua Sagrada Casa” e Isaias 21:13 se refere a profecia da Arábia.
Por certo que Isaias 29:12 já profetizou que Muhammad era analfabeto: “Ou dá-se o livro ao que não sabe ler, dizendo: Lê isto, peço-te; e ele dirá: Não sei ler”.
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LEGENDA
(21) Segundo os evangelhos, Jesus foi traído por seu tesoureiro em troca de 30 moedas de ouro. Ibn Kathir e outros exegetas do Alcorão, comentando o versículo do Alcorão (Aya) 4:157, afirmam que aquele discípulo que supostamente traiu Jesus não o fez, ao contrário se sacrificou por ele, pois Jesus perguntou a seus discípulos: “No dia do perigo, qual de vocês vai querer tomar minha aparência e ser meu companheiro no Paraíso?”, foi então que Judas se pôs voluntário em um ato livre de má intenção, que é próprio de um discípulo de Jesus. Levando-se em conta que a suposta traição de Judas contradiz outras passagens evangélicas, dentre elas: “E Jesus disse-lhes: Em verdade vos digo que vós, que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel” (Mateus 19:28), se Judas fosse o traidor, como Jesus fala de doze assentos e não de onze?

Vejamos a continuação como descreve Al Bukhari, em sua recopilação de tradições proféticas, titulada Sahih, sobre a primeira revelação ao profeta do Islã:
“Muhammad se encontrava recluso em uma caverna quando recebeu a primeira revelação. O anjo veio a ele e disse: Leia! Ele disse: não sei ler. O Profeta ainda se lembrou do fato explicando com as seguintes palavras: Então o anjo me segurou com tanta força que me senti exausto, em seguida me soltou bruscamente e disse: Leia! Eu disse: Eu não sei ler. Ele prendeu-me outra vez com tanta força que me senti exausto, então me soltou e disse: Leia! E não pude senão repetir que não sabia ler. Então ele me segurou assim firmemente pela terceira vez de maneira que quase morri. Então disse:

Lê em nome do teu Senhor que o criou;
criou o homem de algo que se agarra.
Lê que o teu Senhor é Generosíssimo”.

No Alcorão (7:157) lemos: “São aqueles que seguem o Mensageiro, o Profeta iletrado, o qual encontram mencionado em sua Tora e no Evangelho”.
Na Arábia, no ano 571 d.C., a profecia de Jesus e seus antecessores foi cumprida com o nascimento de Muhammad , “O Consolador” (João 16:7-14), “O consolo dos homens” (Al-Muazzi, como é chamado em árabe). Muhammad nascido entre os filhos de Ismael (1), que naquela época eram pagãos e idólatras, destacou-se entre seu povo com luz própria, pelo seu coração puro, por amar a verdade e seu prazer em ajudar os pobres e desamparados. Antes de receber a revelação, já era conhecido por “Al-Amin” (O Honesto) entre seu povo. Deus (Allah ) o chamou aos quarenta anos de idade e o escolheu para ser Seu último mensageiro e profeta para toda a humanidade. Muhammad , então, começou a convocar os homens para a crença na unicidade de Deus , o Único que deve ser adorado, o Criador e Sustentador do universo, O Eterno.
Deus também lhe concedeu o poder de realizar milagres que fizeram sua missão profética ser verossímil: como fender a lua ou levantar um furacão que obrigou o inimigo que cercava Medina a desistir do ataque. O Alcorão fala sobre esses mesmos milagres (Alcorão 33:9 e 54:1) em revelações que vieram de Deus depois de ocorrerem os fatos, e os pagãos, que naquela época se esforçavam em falar inverdades sobre o Alcorão, nunca afirmaram que esses fatos contradizem a verdade, e isso foi motivo para muitos abraçarem a fé islâmica e para os crentes aumentarem mais ainda sua fé.
Outros milagres também foram mencionados no Hadith, como o fluxo da água entre os dedos do profeta Muhammad , a multiplicação dos alimentos, coisas desconhecidas e futuras que Deus certamente lhe informava, etc. No entanto, o maior milagre do Islã, que permanecerá vivo até o dia do juízo, é o Alcorão Sagrado. O Alcorão é sobrenatural e por si só um milagre tanto por sua forma (isto é, sua beleza literária e sua perfeição lingüística, que cita questões lingüísticas) como pela virtude de seu conteúdo (pelas noções do desconhecido, do mundo sensível que contém e sistema jurídico que estabelece).
O profeta Muhammad convivia intensamente com os seus companheiros, suas esposas e sua família.
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LEGENDA
(22) Ainda que em Gênesis 16:6 e 21:5 se deixa claramente estabelecido que Ismael era filho primogênito de Abraão, a verdade é que isso é outra contradição da Bíblia de acordo com o que lemos em Gênesis 22:2 “Toma agora teu filho, teu único filho Isaac, a quem você ama”.


Não havia nada sobre ele que não fosse conhecido ou mantido em segredo. Sua vida era um livro aberto conhecido por todos que acreditavam nele como mensageiro de Deus e que inclusive sacrificavam suas vidas pela fé que ele pregava através da revelação verdadeira que lhe foi dada por Deus.
Muhammad chamou os homens para a fraternidade sob a bandeira do Islã sem distinção de raça, cor, linguagem, riqueza ou sexo: “Ó humanos, em verdade, Nós vos criamos de macho e fêmea e vos dividimos em povos e tribos para reconhecerdes uns aos outros. Sabei que o mais honrado dentre vós ante Deus é o mais temente. Sabei que Deus é Sapientíssimo e está bem inteirado” (Alcorão 49:13).
O Profeta enfatizou que a ascendência familiar nada significa aos olhos de Deus (1): “O vosso Senhor é o mesmo e o vosso pai (Adão ) é o mesmo. Um árabe não é melhor que um não-árabe, e um não-árabe não é melhor do que um árabe, e uma pessoa branca não é melhor do que uma pessoa negra, e uma pessoa negra não é melhor do que uma pessoa branca, exceto através da piedade e da justiça” (Imam Ahmad). Isso significa que a fé, a integridade e a retidão são os critérios que Deus usa para julgar as pessoas, independentemente da cor ou raça. Não há como duvidar que a escravidão era muito difundida naquela época e em seu apoio estavam a Bíblia e outras religiões. Então, Deus revelou através de Muhammad que a libertação do escravo é um dos maiores atos de bondade que aproxima a pessoa de Deus e lhe redime de suas faltas. Deus o Altíssimo, diz no Alcorão (90:11-13): “Porventura, ele tentou vencer as vicissitudes? E o que te fará entender o que é vencer as vicissitudes? É libertar um cativo”.
Deus (Allah ) se refere a Muhammad no Alcorão 21:107 da seguinte maneira: “E não te enviamos, senão como misericórdia para a humanidade”. “Os misericordiosos são tratados com misericórdia por Deus tenha misericórdia dos que estão na terra, para que Ele ,que é no céu, tenha misericórdia de você. Quem não tem misericórdia com os outros não conquistará a misericórdia de Deus (Imam Ahmad e Al Bukhari).
O profeta Muhammad foi um exemplo vivo de misericórdia. No Alcorão 3:159 lemos: “Pela misericórdia de Deus, foste gentil (Muhammad) para com eles; porém, tivesses tu sido insociável ou de coração insensível, eles teriam se afastado de ti. Portanto, indulta-os e implora perdão para eles e consulta-os nos assuntos(do momento). E quando te decidires, encomenda-te a Deus, porque Deus aprecia aqueles que (a Ele) se encomendam”.
O Profeta era clemente inclusive com seus inimigos, como mostra o seguinte exemplo, quando ele conquistou Meca, os pagãos tinham certeza de que ele mataria todos por vingança, no entanto, quando ele estava na porta da Caaba disse-lhes: “Como vocês acham que eu agirei com vocês?”. Eles contestaram: “Você é um nobre irmão, filho de um nobre irmão de nosso pai”. Resolveu o Profeta : “Sigam em paz, pois são homens livres”. Tais gestos mostram toda sua trajetória em vida, sua grandeza e magnitude. Havia chegado sua hora e poderia ter se vingado, mas não, toda a criação havia de se beneficiar de tamanha misericórdia. Não se vingaria duvidando da palavra de Deus (Allah ): “que reprimem a cólera; que indultam o próximo. Sabei que Deus aprecia os benfeitores” (Alcorão 3:134). Deus também diz no Alcorão (41:34-35): “Jamais poderão equiparar-se a bondade e a maldade! Retribui (Ó Muhammad) o mal da melhor forma possível, e eis que aquele que nutria inimizade por ti converter-se-á em íntimo amigo! Porém a ninguém se concederá isso, senão aos tolerantes, e a ninguém se concederá isso, senão aos bem-aventurados”.
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LEGENDA
(23) De fato, Abu Lahab era tio do Profeta Muhammad e por se opor ao desígnio divino, por ter sido cruel, foi condenado e de nada serviu seu parentesco com o Profeta diante dos olhos de Deus.

Quando insistiram para o Profeta rogar a ira de Deus sobre seus inimigos depois de terem quebrado o seu dente e ferido sua cabeça, ele recusou e disse: “Ó Senhor, tem piedade do meu povo, pois eles não sabem o que estão fazendo” (Ibn Hiban).
O Profeta nunca ficou irritado com assuntos pessoais. Toda sua ira estava ligada aquilo que ia contra a causa de Deus “O verdadeiro forte não é aquele que luta contra os outros e os derrota, mas é aquele que limita a si mesmo quando irritado” (Al Bukhari).
Não se pode ser mais modesto que o profeta Muhammad era. Conta Ibn Mayya que certa vez um homem veio a ele tremendo de medo pensando estar perante um grande rei. O Profeta , percebendo isso, com toda tranqüilidade lhe disse: “Calma, eu não sou um rei. Sou filho de uma mulher que costumava comer carne seca em Meca”. Em outro Hadith disse: “Quem tem no seu coração o peso de uma formiga de arrogância não entrará no paraíso”. Em outra vez, quando um eclipse solar coincidiu com a morte de Ibrahim, filho do profeta Muhammad , as pessoas disseram: “Milagre!!!” O Profeta chamou-os e proclamou: “O sol e a lua são dois sinais de Deus. Eles não entram em eclipse pela morte ou nascimento de ninguém” (Muslim e Al Bukhari).
Em outro hadith o profeta Muhammad instruiu seus seguidores: “Não me elogiem excessivamente como o filho de Maria (Jesus) foi elogiado pelos cristãos. Eu sou apenas servo e mensageiro de Deus (Al Bukhari).
Outra vez, um companheiro lhe disse: “Você é nosso senhor e sua autoridade nos governa”. O Profeta com raiva (pois, como dizemos, só a causa de Deus (Allah ) o enfurecia) e respondeu: “Só Deus é o Senhor, não deixem que o diabo te engane. Eu não quero que você me eleve a um patamar superior ao que Deus me colocou. Sou apenas um servo e um mensageiro de Deus ” (Imam Ahmad).
O Islã considera o interesse pelos desamparados, indigentes e órfãos um elemento inevitável da fé. “Tens reparado em quem nega a religião? É quem repele o órfão, e não estimula (os demais) à alimentação dos necessitados” (Alcorão 107:1-3). Não ajudar os necessitados pode também levar uma pessoa para o inferno: “Porque não creu em Deus, Ingente, Nem diligenciou, no sentido de alimentar os necessitados” (Alcorão 69:33-34).
O Islã condena todos os tipos de injustiça, agressão e terror contra os inocentes. Deus diz: “não pratiqueis agressão, porque Deus não estima os agressores” (Alcorão 2:190). O Alcorão também afirma (5:32): “Por isso, prescrevemos aos israelitas que quem matar uma pessoa, sem que esta tenha cometido homicídio ou semeado a corrupção na terra, será considerado como se tivesse assassinado toda a humanidade; quem a salvar, será reputado como se tivesse salvado toda a humanidade”.
O assassinato é, para o Islã, um ato de brutalidade. O Islã recomenda atos de humanidade inclusive com os animais e proíbe infringir a eles qualquer dano. Em uma ocasião, o profeta Muhammad disse: “Uma mulher foi punida porque amarrou um gato impedindo que ele comesse, bebesse ou se alimentasse de insetos ou vermes da terra até que ele morreu. Por isso, ela sofreu os tormentos do inferno” (Muslim:5804). Ele também relatou o caso de uma prostituta que deu água a um cão que estava com muita sede, por isso Deus perdoou seus pecados (Al Bukhari:3392). O Profeta foi perguntado: Ó mensageiro de Deus , somos recompensados por bondade com os animais? Ele respondeu: “Há uma recompensa para bondade mostrada a todos os animais e seres humanos” (Al Bukhari:2323).
A mensagem do Islã promove a tolerância e o respeito a todos os seres humanos, inclusive os não-muçulmanos. O profeta Muhammad disse: “Quem comete injustiça com quem não é muçulmano, ou não deu a eles seus direitos ou encarregou ele a mais do que ele pode suportar, ou tirar dele uma coisa contra sua vontade, eu serei seu adversário no Dia do Juízo” (Abu Daoud:3054).
A mensagem do Islã incentiva a honestidade e a fidelidade e condena todos os atos de traição. O Profeta disse: “Seja honesto com quem confiou em ti e não trai quem te traiu” (Al Tirmizi:1261). Também desaprova fortemente o egoísmo e solicita que o homem deseje para os outros o que deseja para si mesmo. O Profeta disse: “Um homem não é considerado crente até que deseje para seu irmão o que deseja para si mesmo” (Al Bukhari:13).
O Islã incentiva os bons costumes e honrar e respeitar as mulheres. O Profeta disse: “O crente com a fé mais completa é aquele que tem o melhor comportamento moral. E o melhor entre os crentes são aqueles que são bons com suas mulheres” (Ahmad:7374). Certa vez, um homem veio ao Profeta e disse: Ó Mensageiro de Deus, quem tem mais direito da minha melhor companhia? Ele respondeu: “Sua mãe”. O homem perguntou: Quem é o próximo? Ele respondeu: “Sua mãe”. O homem perguntou novamente: E quem é o próximo? Ele mais uma vez respondeu: “A tua mãe”. Quando o homem perguntou pela quarta vez, ele respondeu: “Seu pai” (Muslim:6352). O Profeta ordenou a um homem que havia o consultado sobre ir para guerra enquanto ele tinha a mãe para cuidar, dizendo: “Fique com ela porque o paraíso está sob os seus pés” (Al Nissai’i:3106). Ele também disse: “Quem tem uma filha e não humilhá-la nem favorecer o filho (Homem) sobre ela, entrará no paraíso” (Ahmad:1966). O profeta Muhammad também declarou: “Quem tem duas filhas ou duas irmãs e tratá-las bem será meu o companheiro próximo no paraíso” (Ibn Abi Chaibah:21179). Assim, é evidente que a bondade para com as mulheres no Islã é um ato que pode levar a pessoa para o paraíso.
O homem, pai, filho, irmão ou governante, é responsável por cuidar da mulher e de oferecer-lhe tudo que precise na sua vida que seja lícito e de permitir-lhe o acesso à sua parte da herança e ao dote no casamento, etc (1). Deus (Allah ) disse no Alcorão (2:228): “... E elas tem direitos equivalentes aos seus deveres...”.
O Islã também incentiva a bondade com os pais e tratá-los com compaixão, mesmo quando eles estão em oposição ao Islã. Deus diz (Alcorão 31:14-15): “E recomendamos ao homem benevolência para com seus pais. Sua mãe o suporta, entre dores e dores, e sua desmama é aos dois anos. (E lhe dizemos): Agradece a Mim e aos teus pais, porque o retorno será a Mim. Porém, se te constrangerem a associar-Me o que tu ignoras, não lhes obedeças; comporta-te com eles com benevolência neste mundo, e segue a senda de quem se voltou contrito a Mim. Logo o retorno de todos vós será a Mim, e então inteirar-vos-ei de tudo quando tiverdes feito”.
O islã também exige tratar as pessoas com amor e ternura. O Profeta declarou: “O fogo está proibido para quem trata as pessoas com bondade, compreensão e compaixão” (Ahmad:3937). Quanto aqueles que são duros, arrogantes e irreverentes, o Profeta disse que são entre os moradores do inferno (Muslim:7136).
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LEGENDA
(24) Levítico 15:19-30, afirma: “Mas a mulher, quando tiver fluxo, e o seu fluxo de sangue estiver na sua carne, estará sete dias na sua separação, e qualquer que a tocar, será imundo até à tarde. E tudo aquilo sobre o que ela se deitar durante a sua separação, será imundo; e tudo sobre o que se assentar, será imundo. E qualquer que tocar na sua cama, lavará as suas vestes, e se banhará com água, e será imundo até à tarde. E qualquer que tocar alguma coisa, sobre o que ela se tiver assentado, lavará as suas vestes, e se banhará com água, e será imundo até à tarde. Se também tocar alguma coisa que estiver sobre a cama ou sobre aquilo em que ela se assentou, será imundo até à tarde. E se, com efeito, qualquer homem se deitar com ela, e a sua imundícia estiver sobre ele, imundo será por sete dias; também toda a cama, sobre que se deitar, será imunda. Também a mulher, quando tiver o fluxo do seu sangue, por muitos dias fora do tempo da sua separação, ou quando tiver fluxo de sangue por mais tempo do que a sua separação, todos os dias do fluxo da sua imundícia será imunda, como nos dias da sua separação. Toda a cama, sobre que se deitar todos os dias do seu fluxo, ser-lhe-á como a cama da sua separação; e toda a coisa, sobre que se assentar, será imunda, conforme a imundícia da sua separação. E qualquer que a tocar será imundo; portanto lavará as suas vestes, e se banhará com água, e será imundo até à tarde. Porém quando for limpa do seu fluxo, então se contarão sete dias, e depois será limpa. E ao oitavo dia tomará duas rolas, ou dois pombinhos, e os trará ao sacerdote, à porta da tenda da congregação. Então o sacerdote oferecerá um para expiação do pecado, e o outro para holocausto; e o sacerdote fará por ela expiação do fluxo da sua imundícia perante o Senhor”. Como vemos, a Bíblia condena a mulher passar metade da sua vida impura, a caracteriza como fonte de impurezas e a trata como se fosse culpada de um crime voluntário que deveria ser expiado. Entre as “boas ações” das mulheres, 1 Timóteo 5:10 conta sobre o lavar os pés dos “santos”. Em Zacarias 5:8 a mulher é identificada como impiedosa. Deuteronômio 25:5 a obriga se casar com o irmão de seu esposo falecido. Deuteronômio 21:15-17 e Números 27:1-11 expropriam a mulher de sua parte na herança em benefício dos herdeiros varões. Êxodo 21:7 dá o direito de o varão vender a sua filha e Mateus 5:27-32, por último, proíbe a viúva de se casar novamente.

O Islã, enfim, nos permite viver em paz e harmonia com as pessoas. O Profeta disse: “O falido da minha nação que vem no dia do juízo com orações, jejum e caridade, mas ele também insultou, maltratou, roubou e espancou outros, perderá suas boas ações para aqueles que ele injustiçou, e quando suas boas ações tiverem acabado e ele ainda dever-lhes, então, tomará para si as más-ações de seus injustiçados até que seja jogado no fogo” (Muslim:6531). O Islã também apela para a justiça e tolerância, mesmo com o inimigo. Deus (Allah ) diz no Alcorão (5:8): “Ó fiéis, sede perseverantes na causa de Deus e prestai testemunho, a bem da justiça; que o ódio aos demais não vos impulsione a serdes injustos para com eles. Sede justos, porque isso está mais próximo da piedade, e temei a Deus...”. O Islã é uma religião abrangente que atende as necessidades da mente, corpo e alma, e é adequado para todas as pessoas em todos os tempos e lugares e incentiva o bem e não o mal (1). Antes de sua missão, o Profeta se casou com Khadija, uma rica dama de Meca, para quem havia trabalhado. Quando a notícia da sua missão profética se tornou pública, o seu povo lhe ofereceu uma enorme riqueza e mesmo a coroa de seu reino se ele abandonasse o seu apelo a Deus Mas nada o desviou de sua missão de transmitir a mensagem de Deus e preferiu seu caminho de sacrifício e sofrimento. Posteriormente, quando Deus já havia feito dele uma pessoa de grande influência, ao invés de se esbanjar de luxúrias com a vida de rei, continuou a levar uma vida muito simples e básica, sem luxos, dormindo numa esteira de palha e numa cabana de barro. Inclusive Al Tirmizi conta: “Foram muitas noites que o Profeta e sua família foram dormir com fome, sem qualquer alimento. A maioria das vezes eles comiam pão feito de cevada” (Al Tirmizi:2400). O Profeta morreu e seu escudo havia sido penhorado para um judeu na troca de cevada para fazer pão para sua família.
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LEGENDA
(25) Entre as muitas provas da verdade de Muhammad , se conta o fato dele ter sido uma pessoa analfabeta que viveu toda sua vida em um meio caracterizado por uma cultura muito limitada. Como pode ter sido possível, então, que tenha inventado uma lei divina integral, capaz de cobrir até os mínimos detalhes exigidos para a vida humana, no âmbito da fé, dos cultos, dos negócios e da moral? Um sistema de normas sobre-humanas e que inclui o matrimônio e sua dissolução, lactação, assistência alimentícia, direito de sucessão, direitos e deveres entre os pais e filhos, entre parentes e vizinhos, direito penal e os direitos universais do homem tanto em suas necessidades religiosas, espirituais, intelectuais, financeiros e familiares, políticos e econômicos, quanto nos bons modos ao comer, beber, vestir, viajar, dormir, acordar, bocejar, visitar pessoas e enfermos, higiene pessoal e outros. Como é possível? Outra prova de ser um autêntico profeta é a seriedade com que cumpria sempre suas obrigações e com os compromissos que assumia. Mesmo que ele tivesse o objetivo de adquirir bens materiais, honra e fama entre os homens ou simplesmente aumentar o número de seus seguidores, ele ordenaria orar cinco vezes por dia e fazer ablução, a jejuar da alvorada até a noite durante um mês inteiro, inclusive abster-se de um único copo de água num lugar árido como a península arábica? Ele vedaria paixões mundanas como beber álcool, fornicar, cobrar juros e jogos de azar? Por outro lado, tanto Deuteronômio 18:20 como Jeremias 14:15 afirmam decididamente que Deus (Allah ) aniquilará ao falso profeta como aniquilou Ananias em menos de um ano (Jeremias 28:15-17). O profeta Muhammad pregou durante vinte e três anos uma fé que hoje constitui a religião de mais rápida propagação do mundo. Como há concordância em tudo que ele pregou, porque não devemos concluir que ele foi, na verdade, um profeta de Deus?

Ele dedicou toda a sua vida e os seus esforços para que a humanidade acreditasse em um único Deus verdadeiro. Deus assim disse no Alcorão (51:56): “Não criei os gênios e os humanos, senão para Me adorarem”. Esse é o único meio de salvar o homem da perdição e oferecer a felicidade verdadeira nesse e no outro mundo.
O profeta Muhammad , o último dos profetas e mensageiros de Deus, morreu no ano de 632 dC, deixando-nos com o Alcorão e os seus ensinamentos para orientar toda a humanidade até o Dia da Ressurreição. O escritor norte-americano, Michael Hart, afirma em seu livro, Os Cem Homens Mais Influentes na História, que Muhammad , que liderou a lista, era o único homem na história que foi extremamente bem sucedido, tanto para coisas mundanas quanto religiosas. Essa combinação única lhe confere o direito de ser classificado como o maior personagem e mais influente na história da humanidade.
William Muir, historiador escocês, no seu livro, A Vida de Muhammad, elogiou a clareza das palavras do Profeta e da facilidade de sua religião. Ele também afirmou que o Profeta realizou maravilhas e que não havia nenhum outro homem na história que conseguiu despertar almas e reviver boa moral e virtude em tão pouco tempo como ele.
No livro, Muhammad, de George Bernard Shaw lemos: “O mundo precisava na época de uma pessoa com o pensamento de Muhammad, que sempre colocou sua fé em um lugar de respeito e reverência, a religião com maior capacidade para agrupar civilizações de todos os tempos. Observo que muitos europeus já abraçaram o Islã e creio que essa religião ainda abrirá muitos caminhos na Europa. Durante a idade média, a Igreja, por ignorância ou puro fanatismo, pintaram um quadro tenebroso da religião revelada por Muhammad, a quem declarou ser inimigo do Cristianismo. Portanto, depois de analisar sua figura com todo cuidado, concordo que sua obra é prodigiosa e que jamais foi inimiga do Cristianismo, que deveria ser considerado o salvador da humanidade e que se tivesse o governo do mundo nas mãos, nossos problemas estariam resolvidos trazendo a paz e a felicidade para todos”.
Alphonse de Lamartine, o famoso poeta francês, diz em seu livro, História da Turquia (París, 1854, tomo II, pp. 276-277): “Nenhum homem, seja voluntária ou involuntariamente, pôde aspirar um outro objetivo tão sublime, pois esse propósito, que supera a capacidade humana, destrói as superstições que separam o Criador de suas criaturas. Nesse mundo nenhum homem conseguiu, em tão pouco tempo, realizar uma revolução tão grande e duradoura como essa. Se a sublimidade do objetivo, a fragilidade dos meios e a grandeza do resultado são os três critérios de gênio para um homem, quem se atreveria a comparar qualquer grande homem da história moderna com Muhammad? Ele moveu almas e baseou-se num livro onde cada letra tornou-se uma lei. Ele fundou um sistema de valores que, unificou povos de diferentes línguas e raças. Sua extraordinária paciência diante das adversidades e da vitória, a maneira como seguia a risca os valores espirituais e sua abstenção absoluta de governar refletem a verdadeira personalidade de Muhammad. Existe um homem maior do que ele?”.
A orientalista italiana Dr.a Vaglieri, no seu livro, Apologia do Islã, disse: “Muhammad, como um pregador da religião de Deus, era gentil e misericordioso até com seus inimigos pessoais. À sua personalidade juntou-se a justiça e misericórdia, duas das mais nobres qualidades que a mente humana pode conceber” (p. 38).
O teólogo húngaro, Gottlieb Wilhelm Leitner, ilustre orientalista, disse: “Realmente, expresso em voz alta, meu desejo de ver o dia em que os cristãos mostrem seu grande respeito a Jesus reconhecendo Muhammad. O verdadeiro cristão é, sem dúvida, quem respeita a verdade anunciada pelo profeta do Islã (1)”.

7 – As Doutrinas do Cristianismo e do Islamismo

O Cristianismo se sustenta em cinco dogmas: 1. A Santíssima Trindade, 2. A divindade de Jesus, 3. A filiação divina de Jesus, 4. O pecado original e a 5. A expiação (redenção dos pecados)
O Islã, ao contrário da trindade católica, defende a unicidade de Deus (Allah ), o Único, o pilar fundamental e a base da fé. O Islã vê a divindade de Jesus, como uma volta para o paganismo (1). Conforme descrito no Alcorão, Jesus não é a encarnação de Deus, mas sim seu profeta e mensageiro, que como qualquer outro, chamou para a fé na unicidade divina. O Islã também rejeita a divina filiação de Jesus, o pecado original e a expiação dos pecados.
Os pilares fundamentais da fé no Islã são:
1.A Crença na Unicidade de Deus
2.A Crença na Existência dos Anjos
3.A Crença nas Escrituras Reveladas
4.A Crença nos Mensageiros ou Profetas de Deus A Crença no Dia do Juízo Final
5.A Crença no Decreto de Deus (Al Qadar)

A Santíssima Trindade

Esta doutrina afirma a existência de três pessoas separadas na essência de Deus :Pai, Filho e Espírito Santo. É surpreendente, no entanto, que o próprio Jesus nunca mencionou a existência de três pessoas em Deus. De fato, a palavra “hypostasis” (termo grego, de significado filósofo-teológico, para expressar a essência divina comum ao Pai, Filho e Espírito Santo) não é encontrada em nenhum lugar na Bíblia. Nunca, nem sequer uma só vez, Jesus falou da Trindade, pois ele acreditava no mesmo Deus que os profetas que o precederam. Todos eles pregaram a unicidade de Deus (1).
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LEGENDA
(26) “The Islamic Review”, maio de 1961, p.6-10.

(27) Em seu livro, História da Civilização, vol. 11, p. 276, Will Durant afirma que: “O Cristianismo não pôs fim ao paganismo. Na verdade o adotou”. Devemos entender que esta afirmação diz respeito ao Cristianismo de Paulo, não o verdadeiro e autêntico Cristianismo, o que nos convida a crer na pura unicidade de Deus (Allah ).

(28) Em Isaias 44:24 lemos: “Eu sou o Senhor que faço tudo”, em. 45:5: “Eu sou o Senhor, e não há outro; fora de mim não há Deus” e em 45:18: “Porque assim diz o Senhor que tem criado os céus, o Deus que formou a terra, e a fez; ele a confirmou, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o Senhor e não há outro”. Da mesma forma, em 1 Timóteo 6:16, Deus é definido como “Aquele que tem, ele só, a imortalidade” e em Isaias 46:9: “Eu sou Deus, e não há outro Deus, não há outro semelhante a mim”. No Alcorão lemos: “Deus é o Criador de tudo e é de tudo o Guardião” (39:62); “Tal é Deus, vosso Senhor! Não há mais divindade além d’Ele, Criador de tudo! Adorai-O, pois porque é o Guardião de todas as coisas” (6:102); “E encomenda-te ao Vidente, Imortal...” (25:58) e por último: "... nada se assemelha a Ele, e é o Oniouvinte, o Onividente” (42:11).

Assim relata Marcos 12:28-30 que: “Aproximou-se dele um dos escribas que os tinha ouvido disputar, e sabendo que lhes tinha respondido bem, perguntou-lhe: Qual é o primeiro de todos os mandamentos? E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento”. Outra evidência na Bíblia mostra que Jesus acreditava em Deus único, e não em três pessoas divinas em um. Lemos em Mateus 4:10: “Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás”.
A doutrina da Trindade foi incorporada nos ensinamentos de Jesus mais de trezentos anos depois da sua partida. Os quatro evangelhos canonizados não contêm qualquer referência à Trindade, e nem Jesus nem seus discípulos e nenhum dos primeiros padres da Igreja jamais ensinaram nada semelhante. Hoje sabemos que o dogma da Santíssima Trindade, na verdade, foi aprovado pelo concílio de Nicéia, após grandes controvérsias e conflitos pela minoria dos seus membros (1). Além do mais, se analisarmos de forma racional, o conceito de Trindade é insustentável. A fé em tal dogma nos exige acreditar na existência de três pessoas diferentes, ou “hypostasis”, na essência de Deus pessoas que por lógica só podem ser finitas ou infinitas. Se considerarmos infinitas, então existem três infinitos, no entanto, se considerarmos finitas, então nem o Pai, nem o filho e nem o Espírito Santo podem ser Deus.
A justificativa por parte dos padres da Igreja foi afirmar que o dogma em questão seria um mistério. Na verdade, o conceito da Trindade significa a elevação de duas criaturas de Deus, ou seja, Jesus e o Espírito Santo à categoria de divindade.
O Islã, ao contrário, explica o princípio da unicidade de Deus de maneira fácil e clara: Deus é único, nada é igual a Ele e nem participa de sua natureza divina. Ele é o Criador, O Subsistente e Ele (Allah ), sustenta a existência de toda criatura. Não gerou e nem foi gerado, pois sua essência é completa e perfeita. Nada é comparável a Ele ou co-participa de sua divindade e nem tem uma companheira, como os seres sexuados.
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LEGENDA
(29) No primeiro concílio ecumênico, Jesus foi divinificado, no segundo foi o Espírito Santo, no terceiro a Virgem Maria, no décimo segundo a Igreja se atribuiu o direito de outorgar o perdão dos pecados e por último, no vigésimo, se decretou a infalibilidade do Papa. Segundo a Enciclopédia Americana, “o monoteísmo surgiu como movimento teológico em um momento muito cedo na história, muito antes do aparecimento da trindade. Não há dúvida que, o cristianismo tem suas raízes no judaísmo, o qual manteve um monoteísmo muito estrito. Portanto, o dogma da Santíssima Trindade, declarado no século IV, não reflete de maneira exata os ensinamentos do cristianismo primitivo a respeito da natureza de Deus, devendo ser considerado um desvio dos mesmos” (Vol.25 p.294).

Em João 8:38-40 lemos: “Eu falo do que vi junto de meu Pai, e vós fazeis o que também vistes junto de vosso pai. Responderam, e disseram-lhe: Nosso pai é Abraão. Jesus disse-lhes: Se fosseis filhos de Abraão, faríeis as obras de Abraão. Mas agora procurais matar-me, a mim, homem (1) que vos tem dito a verdade que de Deus tem ouvido; Abraão não fez isto”. E do mesmo modo em João (17:3-4): “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer”.
O Alcorão afirma a unicidade de Deus na sura 112:

“Dize: Ele é Deus, o Único.
Deus o Absoluto.
Jamais gerou ou foi gerado.
E ninguém é comparável a Ele”

Também lemos no Alcorão (4:171): “Ó adeptos do Livro, não exagereis em vossa religião e não digais de Deus senão a verdade. O Messias, Jesus, filho de Maria, foi tão somente um mensageiro de Deus e seu verbo, com o qual Ele agraciou Maria por intermédio do Seu Espírito. Crede, pois, em Deus e em seus mensageiros e não digais: Trindade! Abstende-vos disso, que será melhor para vós, sabeis que Deus é Único. Glorificado seja! Longe está a hipótese de ter tido um filho. A Ele pertence tudo quanto há nos céus e na terra, e Deus é mais do que suficiente Guardião”. Em outro trecho lemos: “São blasfemos aqueles que dizem: Deus é uma Trindade! Portanto não existe divindade alguma além do Deus Único. Se não desistirem de tudo quanto afirmam, um doloroso castigo açoitará os incrédulos entre eles. Por que não se voltam para Deus e imploram Seu perdão, uma vez que Ele é Indulgente, Misericordiosíssimo?” (Alcorão 5:73-74).
O único texto em toda a Bíblia que “apoiou” a doutrina da Trindade foi a primeira epístola de João (5:7): “Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo, e estes três são um”. No entanto, esse texto foi complementarmente eliminado do New Revised Standard Version (RSV) (2) da Bíblia, depois de ter sido concluído que esse texto foi uma interpolação introduzida no King James Version (KJV) e outras edições.

A Divindade de Jesus

Os cristãos acreditam que Jesus é Deus eterno, a segunda pessoa da Trindade divina, que há mais de dois mil anos atrás decidiu encarnar em um corpo mortal e nascer da Virgem Maria.
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LEGENDA
(30) “Porque eu sou Deus e não homem” (Oséias 11:9). “Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa” (Números 23:19). “Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem; porque ele também é carne” (Gênesis 6:3).

(31) Por exemplo, The Bible in Basic English, The Darby Translation, Weymouth’s New Testament, Holy Bible: Easy-to-read Version (Contemporary English Version), The American Standard Version, The New Living Translation, The New American Standard Bible (The Revised Standard Version), World English Bible (International Standard Version) e a Hebrew Names Version of World English Bible.

No entanto, como já referido anteriormente, esse dogma se trata de uma crença que não encontra suporte nos ensinamentos de Jesus como está escrito nos evangelhos. Jesus nunca atribui natureza divina para si. Não há melhor forma de provar isso citando as próprias palavras de Jesus reconhecidas por Marcos 10:18: “E Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom senão um, que é Deus”. Portanto, se Jesus se recusou a ser chamado de “bom”, ele iria aceitar ser Deus? Quando Jesus falou de Deus ele se referiu a ele como “Meu Pai e Vosso Pai, meu Deus e vosso Deus” (João 20:17).
Jesus sempre negava possuir qualquer poder. Afirmava que nada era de sua própria vontade, mas sim da vontade suprema de quem o enviou. Em João 5:30 lemos: “Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma (1). Como ouço, assim julgo; e o meu juízo é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou”. Assim mesmo afirmava em João 12:49: “Porque eu não tenho falado de mim mesmo; mas o Pai, que me enviou, ele me deu mandamento sobre o que hei de dizer e sobre o que hei de falar”. Também em João 7:17-18, Jesus afirma: “Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus, ou se eu falo de mim mesmo. Quem fala de si mesmo busca a sua própria glória; mas o que busca a glória daquele que o enviou, esse é verdadeiro, e não há nele injustiça”.
Jesus declarou também que o Senhor é maior do que ele, de acordo com João 14:28, que diz: “Se me amásseis, certamente exultaríeis porque eu disse: Vou para o Pai; porque meu Pai é maior do que eu.”. Tudo o que Jesus fez foi pela glória de Deus e João 8:29 diz: “E aquele que me enviou está comigo. O Pai não me tem deixado só, porque eu faço sempre o que lhe agrada”. Jesus veio para trazer a boa nova do Reino Unido de Deus (Lucas 4:43): “Ele, porém, lhes disse: Também é necessário que eu anuncie a outras cidades o evangelho do reino de Deus; porque para isso fui enviado”. Além disso, Jesus afirmou que só entra no Reino dos céus quem fizer a vontade de Deus (Mateus 7:21): “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus”. E em Marcos 3:35, ele diz: “Porquanto, qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, e minha irmã, e minha mãe (2)”. De acordo com Marcos 13:32, nem Jesus nem o Espírito Santo sabem da hora final: “Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai”. Em Lucas 13:33-34, Jesus fala de si como um dos profetas: “Importa, porém, caminhar hoje, amanhã, e no dia seguinte, para que não suceda que morra um profeta fora de Jerusalém. Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados!...”.
Todas estas palavras que a Bíblia põe na boca de Jesus nos mostram que, em sua relação com Deus não se considerava mais do que qualquer outro ser humano. Ele não era o Criador , mas sim a criatura, nada diferente de Adão.Que outra conclusão podemos obter quando o vemos rezar para Deus por exemplo, em Marcos 1:35, 14:35 e Lucas 5:16. Por acaso não é o profeta que reza para Deus ou Deus que reza para si mesmo? Jesus também louvou a Deus como fica evidente em Mateus 11:25: “Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra”.
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(32) No entanto dizia de Deus (Allah ): “porque para Deus todas as coisas são possíveis” (Marcos 10:27)

(33) Mateus 12:50 relata ele mesmo o episódio com as seguintes palavras: “Porque, qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, e irmã e mãe”. Como podemos comprovar, Mateus substituiu “Deus” por “Pai” atendendo a razões teológicas. Segundo o renomado teólogo Kisman, tanto Lucas quanto Mateus introduziram não menos que cem trocas no evangelho de Marcos pelas mesmas razões.

Concluimos, então, que este dogma da divindade não é apoiado pelas palavras de Jesus, como está escrito nos evangelhos. Como a doutrina da Trindade e da Encarnação, esse também surgiu após a partida de Jesus. Uma vez mais nos encontramos diante de uma concessão cristã ao paganismo. Na mitologia das religiões que precederam o Cristianismo, podemos ver alguns heróis que foram considerados deuses: o mesmo que os hindus fizeram com Krishna, os budistas com Buda, os persas com Mitra, os antigos egípcios com Osíris, os gregos com Baco, os babilônicos com Baal e os sírios com Adonis, os cristãos fizeram com Jesus.
Ao negar o dogma da Encarnação, o que é o mesmo da transmutação de Deus em sua criatura, o Islã, libertou seus seguidores das superstições. O Islã defende com muita firmeza que nem Jesus e nem nenhum outro ser humano é e nem nunca será Deus O Alcorão (5:75) afirma que Jesus foi um mensageiro de Deus , como tantos outros que o precederam, e que “só comeria” em companhia de sua mãe. Uma criatura que come não pode ser Deus , nem Jesus, nem Muhammad e nem nenhum outro profeta. O ato de comer implica em necessidade material e Deus (Allah ) é Subsistente, não depende de nada. Comer implica em digerir, e digerir implica no ato de defecar que não é compatível com a Majestade Divina.
Um grande número de povos antigos, quase primitivos, negavam a possibilidade de um enviado de Deus ser um mortal comum que come e bebe. Recordemos o que o Alcorão relata sobre o que disse os incrédulos a respeito de Noé (23:33): “Porém, os chefes incrédulos do seu povo, que negavam o comparecimento na outra vida e que agraciamos na vida terrena disseram: Este não é senão um homem como vós; come do mesmo que comeis e bebe do mesmo que bebeis” e mais tarde o que os beduínos iletrados disseram do profeta Muhammad (25:7): “E dizem: Que espécie de mensageiro é este que come as mesmas comidas e anda pelas ruas? Por que não lhe foi enviado um anjo, para que fosse, junto a ele (Muhammad), Admoestador?”.
A divindade de Jesus é rejeitada no Alcorão (5:72): “São blasfemos aqueles que dizem: Deus é o Messias, filho de Maria (Jesus), ainda quando o mesmo Messias disse: Ó israelitas adorai a Deus, que é meu Senhor e vosso. A quem atribuir parceiros a Deus, ser-lhe-á vedada a entrada no Paraíso e sua morada será o fogo infernal! Os iníquos jamais terão socorredores”.
Deus também revelou (Alcorão 3:59): “O exemplo de Jesus ante Deus é idêntico ao de Adão, que Ele criou do pó, então lhe disse: Seja! E foi”. Como Adão que não tinha pai e nem mãe (1). Na verdade, no Alcorão, Deus descreve Jesus como seu profeta puro e piedoso como os outros profetas, mas sempre como um ser humano. Jesus disse (Alcorão 19:30): “Eu lhes disse: Sou o servo de Deus, o Qual me concedeu o Livro e me designou como profeta”. Nos Atos dos Apóstolos 3:13 também diz: “O Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou a seu servo Jesus,...” (Novo testamento, edição católica).
Dos fatos apresentados acima ao leitor, fica claro que o Islã não é a única religião que nega a divindade de Jesus, pois os textos da Bíblia também o fazem. Numa pesquisa realizada por um programa de televisão britânico chamado “O Credo”, 19 dos 31 bispos evangélicos afirmaram que os cristãos não são obrigados a acreditar na natureza divina de Jesus (Daily News, 25 de junho de 1984).
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LEGENDA
(34) Também lemos em Hebreus 7:3 que Melquisedec nasceu “Sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida” e nem por isso sustenta a natureza divina de Melquisedec.

A Filiação Divina

Esta doutrina, como aquelas discutidas anteriormente, não está em conformidade com os ensinamentos e ditos de Jesus. Na Bíblia, a expressão “filho de Deus”, tem sido usada para se referir a Adão (“Adão, o filho de Deus”, Lucas 3:38), e muitos dos profetas anteriores que precederam Jesus. No Êxodo 4:22 lemos: “Então dirás ao Faraó: Assim diz o Senhor: Israel é meu filho, meu primogênito”. Nos Salmos o mesmo título foi dado a Davi (Salmos 2:7): “Proclamarei o decreto: o Senhor me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei”. Da mesma forma, Salomão foi chamado de “filho de Deus” (Crônicas 22:10): “Ele edificará uma casa ao meu nome, e me será por filho, e eu lhe serei por pai, e confirmarei o trono de seu reino sobre Israel, para sempre”.
A partir das afirmações acima e de muitas outras na Bíblia, devemos concluir que o termo “filho” não é utilizado no sentido próprio mas sim no sentido figurado e devemos entender que “filho de Deus” é pessoa bem amada pelo Criador . Até Jesus disse nos seguintes versos (Mateus 5:44-45): “Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus”. Em Mateus 5:9 lemos: “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus”. Não cabe a menor dúvida sobre o que Jesus quer dizer quando afirma que alguém é “filho de Deus”. Portanto, não pode haver nenhuma justificativa para considerar Jesus o filho de Deus em um sentido que não seja o figurado. Quando afirmamos que Jesus é “filho de Deus”, estamos dizendo exatamente o mesmo que quando dizemos isso de Adão, do povo de Israel, Davi ou de Salomão. Jesus foi referido como “filho de Deus” 13 vezes na Bíblia, enquanto que como “filho do homem” 83 vezes.
O Islã rejeita categoricamente o dogma da filiação divina de Jesus. Assim enfatiza o Alcorão 2:116: “Dizem (os cristãos): Deus adotou um filho! Glorificado seja! Pois a Deus pertence tudo quanto existe nos céus e na terra, e tudo está consagrado a Ele”. Definitivamente, atribuir um filho a Deus (Allah ) quebraria o princípio de perfeição de Deus

O Pecado Original

Segundo a explicação do dogma, Adão pecou quando desobedeceu a Deus (Allah ) por comer o fruto proibido da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gênesis 2:17) (1). De acordo com a teologia cristã, todos os descendentes de Adão herdaram o pecado dele, o que significa que todos os seres humanos nascem com esse pecado original. Segundo o Cristianismo, a justiça divina exige a expiação do pecado. Deus não pode perdoar o pecado, ainda que leve, sem que para isso seja cumprido algo que o compense.
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LEGENDA
(35) Diante disso não se pode ao menos perguntar como é que Deus (Allah ) castigou Adão por cometer tal ato se naquele tempo desconhecia a diferença entre o bem e o mal?

E por mais assombroso que seja, Paulo estabelece em Hebreus 9:22: “e sem derramamento de sangue não há perdão (1)”, a doutrina cristã conclui que o pecado original deve ser lavado com sangue.
Mas que perdão se faria com sangue impuro e culpado? A salvação haverá de ser de sangue não contaminado, perfeito e livre de corrupção. E é por isso que Jesus, o “filho de Deus” sem pecado, veio ao mundo, foi crucificado, sofreu uma agonia indescritível e derramou o seu sangue. Assim purificou a culpa da humanidade. Portanto, só Deus infinito poderia pagar o preço infinito do pecado, e só quem aceita Jesus como salvador é que pode se salvar. A não ser que admitamos nossa redenção por meio da paixão e morte de Jesus, estaremos condenados ao fogo eterno.
Todo esse assunto pode ser dividido em três questões: o conceito de pecado original, a crença de que a justiça de Deus (Allah ) requer que o pecado deve ser pago com sangue e a crença de que Jesus pagou o preço pelo pecado dos homens com sua paixão e morte e que a salvação é apenas para aqueles que acreditam no sacrifício de Jesus pelos homens (2).
Em relação à primeira parte, o reverendo De Groot, no seu livro, Os Ensinamentos Católicos, página 140, escreve: “As escrituras sagradas nos ensinam que o pecado de Adão passou a todos os homens, com isenção de Maria”. Em Romanos 5:19 são: “Porque, como pela desobediência de um só homem (Adão), muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um(Jesus) muitos serão feitos justos.”. Essas palavras deixam claro que todos os homens herdaram o pecado de Adão. Como muitas outras crenças cristãs, a doutrina do pecado herdado não encontra apoio nos ensinamentos de Jesus ou dos profetas que vieram antes dele. Eles ensinaram que cada homem seria responsável por seus próprios atos e os filhos não herdam o pecado de seus pais.
Prova de que o ser humano nasce sem culpa nem pecado é que, para Jesus, nada era tão inocente e puro como uma criança. Jesus disse (Marcos 10:14-15): “... Deixai vir os meninos a mim, e não os impeçais; porque dos tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo que qualquer que não receber o reino de Deus como menino, de maneira nenhuma entrará nele”. Assim, o Islã condena com a maior energia o dogma do pecado original. Para o Islã, as crianças também são criaturas puras que nascem desnudas de pecado ou culpa. A culpa não se herda. A culpa é uma carga individual que impomos quando fazemos o que não devemos ou não fazer o que devemos.
Racionalmente, seria o cúmulo de injustiça condenar toda a raça humana por um pecado cometido por seus antecessores. O pecado é a transgressão intencional da lei de Deus (Allah ) ou da norma que distingue o bem e o mal, então, a responsabilidade ou culpa deve ser apenas daquele que o cometeu e não dos descendentes. Considerar o homem carregado de pecado ao nascer parece uma brincadeira de mau gosto. Como um homem como Santo Agostinho pode ter um coração tão duro e ser tão insensato e irracional para deduzir do dogma do pecado original que as crianças sem batizado estão condenadas a arder no inferno por séculos e séculos? Até pouco tempo, as crianças não batizadas não eram enterradas em fundamentos consagrados na cristandade, porque se acreditava ter morrido com o pecado original.
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LEGENDA
(36) O qual, por certo, contradiz outras passagens que afirmam que se pode redimir o pecado com trigo (Levítico), com dinheiro (Êxodo 30:15) e inclusive com jóias (Números 31:50).

(37) Se a única via para a salvação da alma está na redenção que se segue da paixão e morte de Jesus, devemos concluir, então, que quem viveu antes disso acontecer está infalivelmente condenado?

Não há nem que dizer que o Islã rejeita a doutrina do pecado original e defende que as crianças nascem livres de toda culpa. No islã, a culpa não se herda. Cada um carrega a sua culpa por suas ações ou omissões indevidas. Tendo em vista tudo isso, demonstrado que o princípio que se sustenta o dogma do pecado original não está de acordo com os ensinamentos de Jesus e nem com a sanidade, devemos no mínimo concluir que essa doutrina é falsa por si só.
A segunda parte da doutrina cristã é a crença em que a justiça de Deus requer um preço a ser pago pelo pecado original e por todos os outros pecados do homem. Se Deus (Allah ) perdoar um pecador sem punição significa que não existe justiça divina. O reverendo W. Goldsack escreve na página cinco de sua obra “The Atonement” (em português, “A Expiação dos Pecados”): “Deve ser claro, como a luz do dia, na mente de todos que Deus não pode violar a sua própria lei. Ele não pode perdoar um pecador sem antes lhe dar uma punição adequada. Pois, se Ele faz assim, como ele se chama “O Justo”?”.
Essa visão mostra a completa ignorância com a justiça de Deus. Deus não é um mero juiz ou rei. Ele é como descreve o Alcorão 1:3-4: “O Clemente, o Misericordioso. Soberano do Dia do Juízo”. Deus, portanto, é muito mais que justo, como disse José : “Eis que Deus vos perdoará, porque é O mais Clemente dos misericordiosos” (Alcorão 12:92). Se Deus sabe que o homem está sinceramente arrependido, tem um desejo real de vencer o mal dentro de si, porque Deus Todo Poderoso não perdoaria suas falhas e pecados completamente? Portanto, a função geral do castigo é prevenir o pecado e promover a reforma do pecador. Punir uma pessoa por seus pecados passados, mesmo depois dela ter se arrependido é um sinal de vingança e não de justiça. Da mesma forma, podemos considerar como clemência ou misericórdia o perdão do pecado pelo qual o pecador já foi castigado? Também seria clemência ou misericórdia perdoar o pecador punindo outra pessoa no seu lugar?
O Deus (Allah ) que adoramos é um Deus de clemência. Se Ele prescreve uma lei e exige obediência, não é para seu próprio benefício, mas para o benefício da humanidade. Se Ele pune um homem por suas falhas e seus pecados, não é para sua própria satisfação ou compensação como proclama o dogma cristão, mas é para conter o mal e purificar o pecador. Deus perdoa os erros e pecados daqueles que se arrependem de seus pecados e se corrigem sem puni-los ou punir qualquer pessoa no seu lugar, e isso não é contrário à justiça de Deus . Assim Deus diz (Alcorão 6:54): “Vosso Senhor impôs a Si mesmo a clemência, a fim de que aqueles dentre vós que, por ignorância, cometerem uma falta e logo se arrependerem e se encaminharem, venham a saber que Ele é Indulgente, Misericordiosíssimo”.

A terceira parte do dogma cristão é crença na expiação, na qual Jesus pagou a pena pelo pecado original e pelos pecados da humanidade com sua morte na cruz do calvário e que a salvação não pode ser obtida sem a crença no poder salvador de seu sangue. A esse respeito, o reverendo De Groot escreve na página 162 de sua obra supracitada: “Desde que Cristo, Deus encarnado, tenha tomado a Si os nossos pecados, para expiar por eles dando satisfação da procura de deus por justiça, Ele é o mediador entre Deus e o homem”.
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LEGENDA
(38) Diante de tudo isso, podemos ao menos fazer alguns questionamentos: Os remorsos de Adão, seu arrependimento, sua expulsão do paraíso, os numerosos sacrifícios oferecidos a Deus (Allah ), não foram suficientes para sua salvação? Porque foi assim? Que expiação possível teria pecados incomparavelmente mais horrendos? E por outro lado, como é que o mistério da redenção era desconhecido pelos outros profetas até a Igreja o trazer à tona?

Isso não é apenas uma negação da misericórdia de Deus (Allah ), mas também da sua justiça divina (1), visto que, exigir o preço de sangue para perdoar os pecados dos homens mostra uma total falta de clemência e punir um homem inocente pelo pecado dos outros é perversidade.
Há muitas refutações que confirmam a falsidade da crença na expiação e na crucificação. A seguir estão apenas algumas:
Primeiro: O dogma da crucificação de Jesus para expiar o pecado original é baseado em um pressuposto falso, e qualquer coisa construída sobre um fundamento corrupto é corrupta por si só. O pressuposto em questão é que não é só Adão que carrega o seu pecado, mas sim toda a humanidade, como está em Deuteronômio 24:16: “Os pais não morrerão pelos filhos, nem os filhos pelos pais; cada um morrerá pelo seu pecado”. Em Ezequiel 18:20 nós encontramos também: “A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniqüidade do pai, nem o pai levará a iniqüidade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele e a impiedade do ímpio cairá sobre ele”. De acordo com Mateus 16:27, Jesus mesmo disse: “Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras”. Isto está de acordo com o Alcorão 53:38-40: “De que nenhum pecador arcará com culpa alheia? De que o homem não obtém senão o fruto do seu proceder? De que o seu proceder será examinado?”.
Segundo: De acordo com Gênesis 5:5, nosso pai, Adão, viveu com a esposa 930 anos mesmo depois de terem comido da árvore proibida. O que não é sustentado pelo próprio Gênesis 2:17 que afirma: “Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás”. Na realidade isso indica que Adão se arrependeu de seu pecado sendo perdoado por Deus , o que se deduz pelo que Ezequiel 18:21-22 afirma: “Mas se o ímpio se converter de todos os pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos, e proceder com retidão e justiça, certamente viverá; não morrerá. De todas as transgressões que cometeu não haverá lembrança contra ele; pela justiça que praticou viverá”. Assim, não seria necessário Jesus morrer crucificado para que fosse perdoado os pecados de Adão, o que de novo coincide com o Alcorão (20:121-122), que afirma: “E ambos comeram (os frutos) da árvore, e suas vergonhas foram-lhes manifestadas, e puseram-se a cobrir os seus corpos com folhas de plantas do Paraíso. Adão desobedeceu ao seu Senhor e foi seduzido. Mas logo o seu Senhor o elegeu, absolvendo-o e encaminhando-o”.
Terceiro: Não é correto dizer que Jesus foi morrer voluntariamente pelos pecados dos homens. Na realidade, lemos na Bíblia que ele não queria morrer na cruz, pois, quando soube que seus inimigos estavam tramando contra sua vida, ele declarou (Marcos 14:34): “A minha alma está profundamente triste até a morte; ficai aqui, e vigiai”. Depois que ele orou a Deus disse: “E disse: Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres” (Marcos 14:36).
Quarto: A Bíblia nos diz em Marcos 15:34 que a pessoa crucificada “exclamou com grande voz, dizendo: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? que, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”. Esses gritos desesperados indicam claramente que nós falamos de uma pessoa que não queria ser crucificada. Na verdade, essas palavras não demonstram de maneira categórica que a pessoa pendurada na cruz não era Jesus, o Messias, porque um verdadeiro profeta jamais gritaria tal coisa. Por outro lado, se Jesus fosse Deus como sustentam os cristãos, como gritaria tal coisa?
Quinto: De acordo com Marcos 14:50, a crucificação não foi testemunhada por nenhum dos discípulos de Jesus porque todos eles o abandonaram (1).

Por isso, nenhum dos escritores dos evangelhos e das epístolas presenciou a crucificação, portanto, suas versões não são de testemunhas oculares ou presenciais. Tudo isso só aumenta a suspeita: Qual é a fonte da narração da crucificação já que cada evangelho narra o episódio de maneiras completamente diferentes?
Sexto: A idéia de que o derramamento de sangue é necessário para apaziguar a ira de Deus veio dar ao Cristianismo a primitiva imagem de Deus (Allah ) como um demônio todo poderoso. Não há conexão lógica entre o pecado e o sangue. O que promove a redenção dos pecados não é o sangue, mas o arrependimento sincero, o desejo de retornar a Deus, a persistente resistência às más inclinações e a luta constante para levar a cabo a vontade de Deus como foi revelado pelos profetas. Ademais, quando Jesus foi perguntado sobre o caminho para a vida eterna, sua resposta não foi que acreditassem nele (Jesus) como salvador por meio do derramamento de seu sangue. Ao contrário foi algo simples: “Mas se você quiser entrar na vida, guarda os mandamentos” (Mateus 19:17).
Definitivamente, o projeto de salvação cristã se revela extremamente frágil tanto pelo ponto de vista lógico quanto ético. Tanto é que não encontra sustentação nos ensinamentos de Jesus, que veio para salvar os homens e conduzi-los a luz por meio de seus ensinamentos e do exemplo vivo de seus atos, em vez de deliberadamente morrer na cruz oferecendo o seu sangue pelos pecados do mundo. Sua missão, como a de todos os profetas ao longo da história da humanidade, era chamar os pecadores ao arrependimento e nunca disse que veio para a expiação dos pecados dos homens. Isso é enfatizado em Mateus 4:17, como nos foi dito sobre Jesus: “Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus”.
Realmente é difícil entender como a Bíblia chega ao extremo de maldizer a Jesus por isso: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro” (Gálatas 3:13). Uma vez mais falamos sobre mais uma concessão cristã as antigas religiões pagãs. Arthur Findley no seu livro, A Pedra da Verdade, página 45, citou 16 personagens históricos que afirmavam terem vindo para a salvação de seu povo. Há aqui alguns deles: Osíris do Egito (1700 a.C.), o Baal da Babilônia (1200 a.C.), Krishna da Índia (1000 a.C.), Andra do Tibet (725 a.C.), Prometeu da Grécia (547 a.C.), Buda da China (560 a.C.) e Mitra da Pérsia (400 a.C.).
O dogma da expiação, não só é um insulto a inteligência, nos incita a valorizar a fé em detrimento dos atos, justamente como disse Paulo ao desdenhar a lei e os mandamentos que Jesus veio completar e chamar os homens para seu cumprimento: “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei” (Romanos 3:28). Paulo nega que as obras de Abraão não foram compensadas, mas sim somente sua fé em Romanos 4:2-3. Foi assim que Paulo disse que a única salvação atingível é a crença na crucificação do Cristo, independente dos atos e do cumprimento dos mandamentos de Deus. O que seria da humanidade se as pessoas aplicassem isso à risca? Para refutar a Paulo, basta recordarmos as palavras de Jesus: “Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus” (Mateus 5:19).
O Islã rejeita firmemente o dogma da expiação. Ele declara que o perdão dos pecados não pode ser obtido pelo sofrimento e sacrifício de qualquer outra pessoa, mas somente pela Graça de Deus e com o arrependimento sincero da própria pessoa com persistentes esforços para evitar o mal e fazer boas ações. Além disso, se os pecados cometidos envolvem injustiça para com o direito das pessoas, estes direitos
têm de ser dados de volta aos seus legítimos proprietários e deve ser pedido perdão para cada injustiçado se possível.
O Islã promete salvação e para todos aqueles que acreditam na unicidade de Deus e que fazem boas ações: “Qual! Aqueles que se submetem a Deus e são caritativos obterão recompensa, em seu Senhor, e não serão presas do temor, nem se atribularão” (Alcorão 2:112). Deus também diz no Alcorão 18:110: “Dize: Sou tão somente um mortal como vós, a quem tem sido revelado que o vosso Deus é um Deus único. Por conseguinte, quem espera o comparecimento ante seu Senhor que pratique o bem e não associe ninguém ao culto d’Ele”, o que está de pleno acordo com os ensinamentos de Jesus que dizia: “Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo? Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma” (Tiago 2:14 e 17).

A racionalidade do Islã

Uma análise objetiva e serena das doutrinas cristãs acima nos leva a conclusão de que não são racionais, nem lógicas e vão contra os ensinamentos de Jesus. É verdade que nos anos seguintes a ascensão de Jesus ao céu, todos os seus seguidores consideravam-no nada mais do que um profeta. As doutrinas mencionadas anteriormente são invenções criadas muitos anos depois. Definitivamente, não podemos senão concluir que as bases nas quais se assentam o Cristianismo constituem uma perversão dos verdadeiros ensinamentos de Jesus e de todos os profetas que o antecederam.

Não devemos duvidar que a fé na unicidade divina é natural e primitiva da religiosidade humana e o politeísmo é uma perversão que veio depois do monoteísmo. Durante os dez séculos depois de Adão, os seres humanos adoraram somente um Deus , até que o povo de Noé apareceu com o politeísmo. Então, Noé foi enviado por Deus para guiar o seu povo de volta ao caminho certo e chamá-los de volta para o culto do Deus Único. Desde então até os tempos de Muhammad , Deus , enviou um profeta após o outro para todas as nações pregando a mesma mensagem de que Deus é Único. A principal missão de todos os profetas não era fazer as pessoas acreditarem na existência de Deus como Criador e Sustentador do mundo, pois mesmo os politeístas (1) acreditavam nisso. Inclusive alguns deles acreditavam na benevolência divina devido as suas boas ações. O problema é que eles colocavam mediadores entre Deus e eles mesmos, e a mensagem dos profetas era justamente para que abandonassem esses mediadores e se voltassem para o Deus Verdadeiro e Único.
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LEGENDA
(40) O ateísmo, por outro lado, se estendeu entre o os séculos XVIII e XIX por diversos motivos, dentre eles, cabe destacar a perversidade da Igreja, a humilhante subjugação que submeteu diversos povos do mundo, o modo vil que se aproveitou da religião e perverteu o Cristianismo, assim como suas flagrantes contradições com a razão e com a natureza humana. A expansão das ciências naturais e da indústria, depois da Igreja ter combatido as ciências, etc. Tudo isso conduziu as pessoas a desejar vingarem-se da religião e a sentirem-se deslumbradas pelo mundo material. Sem esquecer da tendência natural do ser humano aos prazeres sensuais e afastar qualquer sistema de valores que imponha um controle a seus instintos e paixões, assim como a carência de modelos que mostram o valor e a importância da religião e seus ensinamentos em todos os aspectos da vida.

Isso se explica, pois todos os profetas iniciaram seus trabalhos pregando da seguinte maneira: "Ó povo meu, adorai a Deus, porque não tereis outra divindade além d’Ele. Não o temeis?” (Alcorão 7:65). Deus também afirma no Alcorão (16:36): "Em verdade enviamos para cada povo um mensageiro (com a ordem): Adorai a Deus e afastai-vos do sedutor...” E o versículo 21:25 afirma: "E jamais enviamos mensageiro algum antes de ti (Muhammad), sem que lhe tivéssemos revelado que: Não há outra divindade além de Mim. Adora-Me, e serve-Me”. Portanto, é evidente que o Islã (submissão a Deus ) sempre foi a religião de todos os profetas e mensageiros de Deus (Allah ), de Adão até Noé e de Noé até Muhammad , passando por Abraão, Moisés e Jesus. Aquele que adora o Deus único e que tenha seguido o profeta de seu lugar e época é um muçulmano e será salvo. O Islã ensina os homens a terem fé em todos os profetas sem distinção.
Portanto, o Islã recupera a mensagem original revelada por Deus aos seus profetas e consiste na continuação dela como religião definitiva, pois, todas elas são as mesmas. Embora Deus tenha enviado os profetas para pregarem a mensagem original para seus respectivos povos, com o passar do tempo ela foi sendo mal interpretada e misturada com superstições, crenças falsas e rituais pagãos, causando uma degeneração da verdadeira religião de Deus O Islã é a mensagem de submissão a Deus como foi revelada ao profeta Muhammad com o intuito de reafirmar os ensinamentos de Jesus e todos os profetas que o antecederam. O Islã é uma mensagem enviada para toda humanidade até o fim dos tempos e não é, como nos casos anteriores, destinada a um grupo determinado de pessoas.
Deus (Allah ) é O Criador, O Sustentador e Gestor do universo, Único, Completo e Perfeito sem nenhum defeito. Ele é o único a quem as orações devem ser dirigidas, caso contrário, estaremos cometendo o pecado da blasfêmia e de associar outros a Deus, o pecado terrível que Deus jamais perdoa um homem, a não ser que se arrependa antes de sua morte: “Deus jamais perdoará a quem Lhe atribuir parceiros; porém, fora disso, perdoa a quem Lhe apraz. Quem atribuir parceiros a Deus cometerá um pecado atroz” (Alcorão 4:48). Além disso, é um pecado que nos priva do Paraíso e condena a perdição eterna como afirma Deus por meio de Jesus como citado no Alcorão (5:72): “São blasfemos aqueles que dizem: Deus é o Messias, filho de Maria, ainda quando o mesmo Messias disse: Ó israelitas adorai a Deus, que é meu Senhor e vosso. A quem atribuir parceiros a Deus, ser-lhe-á vedada a entrada no Paraíso e sua morada será o Fogo Infernal! Os injustos jamais terão socorredores”.
Ao Deus (Allah ) único é que todos os seres humanos devem rogar, em quem todas as criaturas devem se entregar com confiança, pois só Ele basta. Deus, O Senhor dos mundos, O Clemente cuja misericórdia absoluta a tudo rodeia, O Onisciente que prevalece enquanto tudo passa.
A orientalista italiana Laura Veccia Vaglieri afirma na “Enciclopédia do Islã”: "Graças ao Islã, o paganismo e suas diversas formas foi derrotado. O conceito de universo, as práticas religiosas e os costumes sociais foram libertados de todas as aberrações que os degradaram e as mentes humanas foram feitas livres desses preconceitos. A Humanidade finalmente dignificou a Deus e pediu perdão ao Criador, O Senhor e Mestre da humanidade”. Ela continua: “O espírito foi liberado do preconceito, a vontade do homem foi libertada dos laços que o manteve ligado a outros homens ou aqueles ditos de poderes ocultos. Sacerdotes, guardiões de falsos mistérios, corretores da salvação, e todos aqueles que fingiram ser mediadores entre Deus e o homem, que acreditavam ter autoridade sobre a vontade das outras pessoas, caíram de seus pedestais. O homem tornou-se servo de Deus por si só, a obrigação de um homem em relação a outro, passou a ser a de um homem livre para com outro homem livre. Antigamente os homens sofriam com a injustiça das diferenças sociais e o Islã proclamou a igualdade entre os seres humanos. Cada muçulmano foi distinguido de outro muçulmano não por motivo de nascimento ou de qualquer outro fator não relacionado com o sua personalidade, mas pela intensidade do temor a Deus, suas boas ações, suas qualidades morais e intelectuais". Ela também afirma em seu livro: "Não foi por meio da violência das armas nem através da pressão de missionários intrusivos que o Islã teve grande e rápida difusão, mas acima de tudo, pelo fato dos muçulmanos darem liberdade, aos vencidos, de aceitar ou rejeitar o livro apresentado, o Livro de Deus, a Palavra da Verdade, o maior milagre que Muhammad poderia mostrar para quem tinha dúvida e para quem persistia inflexível”. Ela continua: "A mensagem do Islã tem a força da simplicidade de um cristal puro e maravilhosa facilidade para atingir a alma das pessoas sem recorrer a longas explicações ou sermões complicados".
Assim mesmo, famoso o historiador Arnold J. Toynbee observa: "Na verdade, quero convidar o mundo a adotar o princípio islâmico de fraternidade e igualdade. A doutrina da unicidade de Deus colocada pelo Islã é um dos exemplos mais maravilhosos de como unificar o mundo. A continuação do Islã dá esperança (1) para o mundo inteiro".

8 – O passo definitivo para o Islã: Como Jesus influenciou na minha conversão?

Ainda que as informações que aparecem nas páginas anteriores sejam mais que suficiente para se perceber a verdade nos ensinamentos do Islã e o distanciamento do cristianismo dos verdadeiros ensinamentos de Jesus, algo dentro de mim impedia de dar o passo definitivo para me distanciar do caminho que a Igreja tinha traçado para mim. Meu talismã, um pacotinho em cujo interior ficavam sete pequenas cruzes pratas e uma suposta imagem de Jesus, ainda continuava comigo, pois acreditava que se eu o deixasse algo de mal me ocorreria.
Um dia, quando eu estava revendo os livros que me foram dados na mesquita, eu li duas frases que encheram meu coração de grande alegria e as lágrimas começaram a fluir dos meus olhos e eu disse: “Meu Deus, essa é a verdade. Esta é a resposta que eu nunca consegui encontrar”. Devo admitir que até aquele momento eu nunca havia tocado ou lido o Alcorão, nem sequer uma copia em qualquer idioma, e a palavra Alcorão não fazia parte do meu vocabulário. De uma forma enfática, clara e precisa, eu li no livro que havia recebido na mesquita:

“E por dizerem: Matamos o Messias, Jesus, filho de Maria, o Mensageiro de Deus, embora não sendo, na realidade, certo que o mataram, nem o crucificaram, senão que isso lhes foi simulado...” (Alcorão 4:157).

Então, fiz uma pausa na leitura.
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(41) Civilization on Trial, New York, Oxford University Press, 1948.

Repeti várias vezes, “Eles não o mataram, nem o crucificaram”. Naquele momento senti que Deus estava respondendo à minha pergunta de sempre e para a qual nunca tinha encontrado uma resposta lógica e convincente e por isso chegava a duvidar do poder de Deus .
Não foi fácil encontrar essa resposta. Eu tinha que competir com muitos outros estudantes para ganhar uma bolsa de estudos e tinha que viajar milhares de quilômetros para o estado de Washington nos E.U.A. Tinha que aprender a falar e ler inglês e por ser da América Latina, eu ainda tinha que apresentar um caráter aceitável para os outros muçulmanos de Seattle. E tudo isso tinha de acontecer para que eu me deparasse com aquelas duas frases que respondiam minhas questões. A probabilidade desta informação chegar nas mãos de um Venezuelano, em 1978, era remota. No entanto, o que foi decretado por Deus (Allah ) havia de se cumprir. Nesses momentos, enquanto eu ainda aproveitava esta grande notícia, falei com Deus e lhe pedi perdão. Eu queria voar para a Venezuela e dar essa notícia a minha família e ao resto do mundo.
Estava acontecendo exatamente como nos filmes. Meu grande herói, o mocinho do filme, o meu amado profeta, Jesus de Nazaré, para quem eu costumava rezar duas vezes por dia em um pequeno altar na minha casa, não tinha sido crucificado! Para mim parecia que o peso da cruz, que alegaram ter sido carregada por Jesus ao Monte Calvário tivesse desaparecido e desintegrou-se como uma montanha demolida por dinamite.
O que se seguiu a esta descoberta, pensando bem, não foi menos significativo: "Se esta é a verdade, então esta religião é a certa." Durante vinte anos, eu ouvia dizer que Jesus tinha sido assassinado. Era como se eu tivesse sido conduzido por um caminho carente de alternativas. Agora, uma avenida foi aberta diante dos meus olhos com respostas mais lógicas. As coisas estavam ficando mais claras e a última peça do quebra-cabeça havia sido encontrada. Este foi mais um milagre que Jesus realizou com o poder de Deus.
O homem que, pelo poder de Deus , fez cego enxergar, que andou sobre as águas, que curou um leproso, que fez um paralítico andar, que multiplicou os pães e os peixes para alimentar milhares de pessoas, e que tinha dado vida aos mortos, sem dúvida, não poderia ter sido crucificado. Portanto, agora que consegui enxergar claramente com inteligência, resolvi ser parte dessa religião e ser um muçulmano.
Da mesma forma que o peso da cruz se desfez, a sexta-feira santa, o sábado da glória, o domingo da ressurreição, toda a semana santa, as sete estações de penitência e os jejuns da quaresma também se desfizeram. Tudo era uma farsa. O poder do talismã desapareceu. A mente lógica de um jovem estudando para ser engenheiro estava agora livre de todas estas tradições infundadas construídas sobre um conceito irracional. Eu que havia sido bombeiro e salvado vidas e propriedades, que não havia adquirido os vícios do fumo e da bebida, por mais que a sociedades considerasse esses vícios normais, já não podia mais tolerar todas essas imposições.
Durante o verão de 1979 fiz um curso opcional em Oklahoma State University que iluminou ainda mais meu novo caminho. O curso era chamado de “tradição islâmica”. No final do verão de 1979, voltei a Seattle, e na presença do mesmo Imam que tinha me dado os livros islâmicos, eu abracei o Islã formalmente, pronunciando o testemunho da fé (Shahadah).
Ainda me lembro do Imam me perguntando: “Você tem certeza que quer abraçar o Islã?” Eu disse sim. Então ele insistiu: “Mesmo que fique gravado em seu passaporte que é um muçulmano?” Eu disse: “Mesmo assim”. Então ele disse: “Se você tiver certeza de que é isso que você quer, então repita comigo: “Testemunho que não há divindade além de Deus, e testemunho que Muhammad é mensageiro de Deus”.
Repeti com o Imam em Inglês e, em seguida, em árabe, e este foi o meu último passo para o Islã.

9 – Como o Islã afetou a minha vida

Sem dúvida, mudanças envolvem certos ajustes, e meu caso não foi exceção. Uma vez abraçado o Islã, prometi para Deus (Allah ) que iria fazer o que eu pudesse para aprender tudo o que fosse possível sobre essa religião. Quando eu ainda era relativamente jovem e tinha acabado de completar meu primeiro curso na Oklahoma State University, casei-me com uma jovem muçulmana. Em Stillwater, Oklahoma, o Centro Islâmico local atribuiu o meu primeiro professor islâmico, que se chamava Faiz e era Palestino. Nada me interessava mais que instruir-me sobre minha nova fé. O irmão Faiz, que Deus o bendiga e lhe pague o quanto me ensinou, dedicou muito do seu tempo para me ensinar a oração e o resto dos pilares do Islã, assim como proporcionou minhas primeiras noções em torno da vida depois da morte, sobre o Dia da Ressurreição e muitos outros temas. Ainda posso lembrar o grande impacto causado pela discussão mais aprofundada: Durante a minha vida como cristão nunca ninguém me ensinou algo semelhante e com tantos detalhes. Resumindo, conforme os ensinamentos do último dos profetas, o que acontece depois que morremos.
A vida depois da morte é algo que gera uma enorme curiosidade em todo mundo. Durante minha vida com cristão, a morte sempre me pareceu um mistério que nunca seria desvendado. Não imaginava o que seria de mim depois que meu corpo estivesse debaixo da terra e no Islã encontrei as respostas. Quando uma pessoa morre, ela deve ser enterrada de acordo com os ensinamentos do profeta Muhammad. O corpo da pessoa é totalmente lavado e perfumado. Depois é envolto em dois pedaços de pano branco, e o corpo é enterrado no solo sem caixão, com seu rosto orientado na direção de Meca. Segundo o hadith, o morto ouve os passos das pessoas afastando-se do cemitério e então percebe que está sozinho. Logo, dois anjos entram no seu túmulo e fazem as três seguintes perguntas:
1 – Quem é o seu Senhor?
2 – Qual é a sua religião?
3 – Quem é o seu profeta?

O Profeta Muhammad revelou que o crente, ao contrário do incrédulo, não tem nenhuma dificuldade em responder a estas perguntas corretamente. Então, começa a vida após a morte, na glória da salvação ou na condenação do inferno, dependendo dos atos que o morto teve em vida e do decreto divino. Se for salvo, sentirá a brisa fresca do paraíso no seu sepulcro, que se abrirá para seu prazer e deleite. Mas se for condenado, o cheiro nojento do Inferno tomará conta de sua cova, que para seu castigo, se apertará cada vez mais. Rogo por Deus para que nossos sepulcros se mantenham amplos e livres de suplícios.
Tudo isso que o irmão Faiz me contou, esclareceu algumas das minhas dúvidas sobre as pessoas que cometem crimes e não são punidas durante sua vida. Ele também explicou por que Deus dá, para todo ser humano, muitas oportunidades de arrepender-se e mudar sua vida, e até que ponto a justiça divina é absoluta, perfeita e cumprida. Então pensei que já tinha compreendido o sentido dessa vida e da outra. Enquanto na Igreja católica, eu fui ensinado que Jesus morreu para nos salvar de nossos pecados; no Islã eu aprendi que cada pessoa é responsável por seus próprios atos e será recompensada ou punida em conformidade com eles. Isso é lógico! Os ensinamentos que adquiria iam formando uma seqüência perfeita de conceitos em que cada aspecto reforçava as lições anteriores.
Comecei, portanto, a dedicar mais tempo ao estudo da religião. Quando os treinamentos matutinos no ginásio começaram a coincidir com o horário da oração, decidi atrasar um pouco o horário do treinamento para depois da oração. Antes de abraçar o Islã, eu era um músico aspirante que tinha participado de vários concertos de música tocando violão e quando percebi que tudo aquilo interferia na minha formação espiritual, comecei a dedicar esse tempo a aprender a recitar o Alcorão na língua original de sua revelação: a língua árabe. Minhas responsabilidades como homem casado estudando engenharia com 21 anos de idade me deixou sem tempo para qualquer outra atividade, mas através da orientação de Deus e do meu apego a minha nova religião cresceu ao ponto de querer ensinar outras pessoas com o pouco conhecimento que eu havia adquirido.
Quando voltei para a Venezuela, a minha família não sabia nada sobre o Islã. Eles observavam com atenção meu novo modo de orar e se acostumaram com isso. Não criticaram e nem condenaram as minhas ações: depois de mais de quatro anos nos E.U.A. sem ver meus pais e irmãos, o amor de filho prevaleceu e eles me aceitaram como eu era.
No meu trabalho, pedi a permissão do meu chefe para orar por cinco minutos no meu escritório. Eu era praticamente o único muçulmano na indústria petrolífera venezuelana em 1982. Pedi para Deus me ajudar a ser firme, uma vez que as tentações apareciam em todos os lugares e cada vez mais freqüente. Pela graça e misericórdia de Deus, eu consegui permanecer livre dos pecados.
Hoje, depois de vinte e oito anos desde que abracei o islã sinto-me cada vez mais feliz por ter decidido me tornar um muçulmano. Sinto-me ainda mais satisfeito, glorificado seja Deus (Allah ), ao ver quantas pessoas tem abraçado o Islã. O Islã, atualmente, é a religião de maior e mais rápida expansão no mundo e aquela com o maior número de fiéis praticantes (1) apesar dos poucos recursos disponíveis para seus pregadores, em comparação com as outras religiões, especialmente com o Cristianismo. Se não fosse pelos enormes recursos a sua disposição, o Cristianismo não poderia competir com o Islã. Basta comparar os convertidos dessas grandes e universais religiões, para comprovar que o cristianismo atrai pessoas de recursos muito limitados que por sua indigência se vêm tentadas pela possibilidade de prosperar que só os cristãos lhes oferecem. Como explicar isso senão pelo fato de que ao mesmo tempo em que as igrejas e a fé que representam estão sendo imensamente abandonadas nas suas regiões tradicionais, o cristianismo se exporta aos países subdesenvolvidos? Absolutamente esse não é o caso do Islã, que no meio de seus convertidos estão pobres, mas também ricos, famosos e estudiosos. Há também quem tem muito a perder de bens mundanos, como o exemplo de alguns sacerdotes que se converteram ao islamismo.
Por conseguinte, a minha fé continua fortalecendo-se dia após dia na mesma medida que a promessa de Deus está sendo cumprida: “Pretendem extinguir a Luz de Deus com as suas (infames) bocas, porém, Deus completará a (revelação de) Sua Luz, embora isso desgoste os incrédulos. Foi Ele Quem enviou o Seu Mensageiro, com a orientação e com a verdadeira religião, para fazê-las prevalecer sobre toda a religião, ainda que isso desgoste os idólatras” (Alcorão 61:8-9).
Quem lê a Bíblia pode muito bem perceber que alguns de seus ensinamentos somente são praticados pelos muçulmanos. Segundo ela, Jesus e os profetas antes dele, se prostravam em oração a Deus como se pode comprovar em Gênesis 17:3 e Mateus 26:36, porém hoje, só os muçulmanos fazem isso em suas orações. Da mesma forma, só as mulheres muçulmanas usam a cabeça coberta como está escrito na bíblia, conforme Provérbios 4:9 e 1 Coríntios 11:5, enquanto a grande maioria das mulheres cristãs ignora este ensinamento, a despeito do fato de que Maria costumava usar um véu sobre a cabeça. A mesma saudação usada por Jesus, "a paz esteja convosco" (Lucas 24:36), hoje só é utilizada pelos muçulmanos. Há muitos outros ritos religiosos praticados hoje, principalmente por muçulmanos, como o “wudhu” (ablução antes oração), a circuncisão, a abstenção de comer carne de porco e de animais mortos de maneira inconveniente, e muitos outros.
Por isso, fica claro que os muçulmanos são os verdadeiros seguidores de Jesus e de todos os profetas de Deus que o antecederam.
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LEGENDA
(42) O número dos muçulmanos praticantes excede amplamente o de todas as outras religiões juntas, incluindo o cristianismo. De acordo com os dados publicados no Sunday Times, por exemplo, na Grã-Bretanha o número de freqüentadores das mesquitas, semanalmente, é de novecentos e trinta mil pessoas, quando apenas novecentos e dezesseis mil cristãos freqüentam seus templos, e isto em um país de tradição cristã, onde os muçulmanos são minoria.

10 – Como minha conversão afetou a vida das pessoas ao meu redor

Tendo recebido esta grande benção de Deus, senti um forte desejo de transmitir Sua ultima mensagem para aqueles que não tinham ouvido falar dela. Eu não estava sendo muito bem sucedido no inicio. Algumas pessoas tomaram isso como uma brincadeira, enquanto outras me aconselhavam levar a mensagem às crianças, pois é muito difícil fazer as pessoas mais velhas mudarem de idéia. Durante muito tempo, só tinha apoio da minha esposa, com quem compartilhei a crença no Islã.
Em 1990, voltei para os Estados Unidos da América, onde conclui o mestrado em engenharia de segurança. E foi durante essa segunda viagem que decidi aumentar os meus esforços para propagar o Islã. Enquanto eu continuava meus estudos na Universidade A&M do Texas, segui formando-me com o material da biblioteca islâmica do Bryan College Station. Naqueles dias eu costumava corresponder-me com a minha família na Venezuela e em nossas cartas trocávamos impressões sobre o Islã. Felizmente quando voltei para casa, em 1992, após alguns breves bate-papos, meus pais e um dos meus irmãos mais velhos abraçaram o Islã, e mais tarde, duas de minhas irmãs, um irmão e um sobrinho também se converteram.
Nessa época o diretor da recém inaugurada mesquita de Caracas aprovou o projeto idealizado por mim e destinado a atrair fiéis cristãos, em visitas aos domingos, a maior mesquita da América Latina. Diante disso, me apresentei como voluntário para coordenar e participar com o Imam da mesquita, em um programa de conferências em torno do Islã para qualquer tipo de público. Com o auxílio de Deus, nossos esforços foram amplamente recompensados e só a primeira daquelas conferências foi assistida por cerca de duzentas e cinqüenta pessoas entre cristãos, ateus, judeus e pessoas de outras concepções. Aquela foi também a primeira conferência sobre o Islã na Venezuela e por acaso a primeira sobre o tema no nosso país. Tão grande foi o êxito que conseguimos com o nosso programa, que tivemos o enorme prazer de ver inúmeros compatriotas abraçarem o Islã. Ainda hoje continuamos nossas atividades e a participação de qualquer pessoa interessada no Islã é sempre bem-vinda.
Apesar de tudo, a situação de decadência moral e de corrupção que vive meu país me induziu a considerar a necessidade de proteger meus filhos da perniciosa influência religiosa que eu mesmo havia sido submetido em minha infância e decidi me mudar com minha família para um lugar onde o Islã prevaleceria na vida social. O lugar escolhido foi nada mais nada menos que a terra sagrada que Deus (Allah ) escolheu como o berço do Islã: o reino da Arábia Saudita.
Hoje ministro palestras e conferências em diferentes lugares do mundo, e sempre observo um interesse crescente no Islã. São numerosos os que abraçam a fé, e não menos os que tomam entre suas mãos o material escrito disponível para iniciar o processo que eu mesmo participei há mais de vinte e oito anos. Outros, por fim, resistem ao Islã com a desculpa de que não se sentem capazes de se desfazerem de seus vícios. A esse respeito desejo esclarecer ao leitor que quando a pessoa abraça o Islã, não tem porque mudar sua vida radicalmente do dia para a noite. Pode acontecer assim, entretanto, não é necessariamente assim. Geralmente o processo é gradual e se desenvolve de acordo com tempo que a pessoa vai formando os princípios fundamentais de sua nova crença e se estreitam os laços que a une a seus irmãos e irmãs.
Muitos dos que assistiram a minhas palestras têm se dirigido a mim com as seguintes perguntas:
1) Tenho que falar árabe para ser muçulmano?
2) É necessário ser um árabe para ser muçulmano?
3) Tenho que parar de acreditar em Jesus e na Virgem Maria para ser um muçulmano?
As respostas a todas as questões acima são negativas. Absolutamente NÃO. O Islã é uma religião universal, e os muçulmanos estão em todos os países do mundo. Tão pouco a língua é um impedimento. Por último, para ser muçulmano, é imprescindível acreditar em Jesus e na Virgem Maria sua mãe, bendita entre todas as mulheres.
Também existem pessoas que receiam em dar o passo acreditando não cumprirem certos requisitos. Nada disso. Ser um muçulmano é a coisa mais simples do mundo. Não há nenhuma complexidade para isso, nem cerimônias especiais, nem mediação de agentes ou qualquer outra coisa. Para abraçar o Islã se requer unicamente acreditar sinceramente e obedecer ao único e verdadeiro Deus, o Criador e Sustentador do universo, Aquele que nos dá a vida e que nos tira, Aquele que se dispõe quando o homem se oferece, o Único que deve ser adorado e reverenciado, Aquele que tem os nomes mais bonitos e os mais gloriosos atributos, Aquele que cuja glória não tem associados, Deus único, Deus eterno, que não gerou filhos e nem foi gerado e a Ele nada se compara.
Para ser muçulmano em definitivo, deverá abandonar qualquer forma de idolatria ou paganismo.
Este é o primeiro passo e está representado na fórmula “Deus é Único e Muhammad é seu profeta” (“La ilaha Il-la Al-lah. Muhammad rassulu Al-lah”). Uma vez dado esse testemunho em público de sua fé, pronunciando isso em voz alta poderá ir se arrependendo do resto pouco a pouco. Não tem porque se preocupar, pois, ainda que venha a morrer nesse momento já será considerado um muçulmano e com a misericórdia infinita de Deus , gozará do Paraíso. Não duvide que, ainda que tenha dito em público que acredita que Muhammad é o profeta de Deus, isso não significa de modo algum que Muhammad é o único profeta de Deus, está apenas testemunhando que Muhammad é o último de uma cadeia de profetas e enviados de Deus que se remonta até Adão e ao crer nele, manifesta a crença em todos os demais, inclusive Jesus.

11 – Quando a fé é imposta mediante coação

Deus, revelou que ninguém pode ser forçado a abraçar o Islã. Este é um princípio fundamental de seus ensinamentos: “Não há imposição quanto à religião, porque já se destacou a verdade do erro...” (Alcorão 2:256).
E também Deus disse: “Dize-lhes: A verdade emana do vosso Senhor; assim, pois, que creia quem desejar, e descreia quem quiser” (Alcorão 18:29). O Islã também incentiva estabelecer um diálogo com os outros e convidá-los com sabedoria e bela exortação para abraçar essa religião verdadeira: “Convoca (os humanos) à senda do teu Senhor com sabedoria e uma bela exortação; dialoga com eles de maneira benevolente...” (Alcorão 16:125).
A Igreja Católica, ao contrário, alcançou a posição que tem hoje graças ao genocídio e ao massacre. Fiquei surpreso quando soube que somente na Holanda, três milhões de pessoas foram executadas quando não aceitaram as doutrinas da Igreja Católica:

Em quinze de fevereiro de 1568 o Santo Ofício decretou que todos os habitantes da Holanda deveriam ser executados por crime de heresia. Somente algumas pessoas privilegiadas foram salvas da condenação genocida que Filipe II ratificou apenas dez dias depois, ordenando sua execução imediata. Três milhões de pessoas, homens, mulheres e crianças, foram condenadas à morte em virtude de uma sentença de apenas três linhas que o decreto do Imperador Felipe não foi digno de suavizar. Dia após dia, hora após hora, pessoas de todas as classes sociais eram arrastadas até a fogueira. Em certa carta ao rei Felipe, o Duque de Alba estima que após a semana santa daquele ano deveriam cair oitocentas cabeças (1).
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(43) Muhammad Ata Ur Rahim: Jesus Prophet os Islam. Riyadh (Kingdom of Saudi Arabia), Presidency of Islamic Research, IFTA and Propagation, 1984, p. 117.

Após o Concílio de Nicéia, tornou-se um crime com pena de morte, quem possuir um evangelho não autorizado. Como resultado, aproximadamente um milhão de cristãos foram mortos nos anos seguintes. Essa foi a política utilizada por São Atanásio para unificar os cristãos.
Alguém poderia imaginar que semelhantes crimes constituíram erros, individuais ou coletivos, perpetrados por pessoas egoístas, cruéis e desumanas, mas não relacionado com a Bíblia. Entretanto, para nosso espanto, existem versículos na Bíblia que induzem a semelhantes monstruosidades, pois atribuem a Deus (Allah ) tudo isso: “Agora, pois, matai todo o homem entre as crianças, e matai toda a mulher que conheceu algum homem, deitando-se com ele. Porém, todas as meninas que não conheceram algum homem, deitando-se com ele, deixai-as viver para vós” (Números 31:17-18).
“E aos outros disse ele, ouvindo eu: Passai pela cidade após ele, e feri; não poupe o vosso olho, nem vos compadeçais. Matai velhos, jovens, virgens, meninos e mulheres, até exterminá-los; mas a todo o homem que tiver o sinal não vos chegueis; e começai pelo meu santuário. E começaram pelos homens mais velhos que estavam diante da casa” (Ezequiel 9:5-6).
“Gritai, porque o SENHOR vos tem dado a cidade. Porém a cidade será anátema ao SENHOR, ela e tudo quanto houver nela; somente a prostituta Raabe viverá... Porém toda a prata, e o ouro, e os vasos de metal, e de ferro são consagrados ao SENHOR; irão ao tesouro do SENHOR. Gritou, pois, o povo, tocando os sacerdotes as buzinas... E tudo quanto havia na cidade destruíram totalmente ao fio da espada (2), desde o homem até à mulher, desde o menino até ao velho, e até ao boi e gado miúdo, e ao jumento” (Josué 6:16-21).
“Vai, pois, agora e fere a Amaleque; e destrói totalmente a tudo o que tiver, e não lhe perdoes; porém matarás desde o homem até à mulher, desde os meninos até aos de peito, desde os bois até às ovelhas, e desde os camelos até aos jumentos” (1 Samuel 15:3).
“E suas crianças serão despedaçadas perante os seus olhos; as suas casas serão saqueadas, e as suas mulheres violadas” (Isaias 13:16).
“Samaria virá a ser deserta, porque se rebelou contra o seu Deus; cairão à espada, seus filhos serão despedaçados, e as suas grávidas serão fendidas pelo meio” (3) (Oséias 13:16).
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(44) Como pode a Igreja acusar o Islã de haver se propagado “pela espada”, quando o termo “espada” aparece na Bíblia 406 vezes enquanto que no Alcorão não aparece nenhuma só vez?

(43) O Islã permite a Jihad exclusivamente como um meio de defender os fracos, incluindo mulheres e crianças, não para matar ao acaso: “E o que vos impede de combater pela causa de Deus e dos indefesos, homens, mulheres e crianças?” (Alcorão 4:75). A Jihad é um meio de legítima defesa e nunca um ato de agressão: “Combatei, pela causa de Deus, aqueles que vos combatem; porém, não pratiqueis agressão, porque Deus não estima os agressores” (Alcorão 2:190). A Jihad, por último, é um meio para garantir a liberdade de instruir os homens na religião de Deus, nunca um meio para obrigá-los a aceitá-la: “Não há imposição quanto à religião, porque já se destacou a verdade do erro” (Alcorão 2:256), e “E dizer: Dize-lhes: A verdade emana do vosso Senhor; assim, pois, que creia quem desejar, e descreia quem quiser” (Alcorão 18:29).

Parece que a Bíblia é o único livro religioso no mundo que incita sacrificar crianças, espatifar recém-nascidos contra o chão e rasgar a barriga de mulheres grávidas. A presença de tais versículos é uma prova clara de que a Bíblia foi alterada pelas mãos humanas, pois, tais horrores não podem ser atribuídos a Deus (1). Deus diz no Alcorão (2:79): “Ai daqueles que copiam o Livro, (alterando-o) com as suas mãos, e então dizem: Isto emana de Deus, para negociá-lo a vil preço. Ai deles, pelo que as suas mãos escreveram! E ai deles, pelo que lucraram”.
A Coação é incompatível com a religião pelos seguintes motivos:
1 – A religiosidade é baseada na fé e na satisfação, portanto, não tem sentido se induzida pela força.
2 – A benevolência de Deus nos define com linhas muito claras e evidentes a diferença da verdade e da mentira, não havendo necessidade de coagir nenhuma pessoa de bem.
3 – Existe um plano divino que dirige continuamente a humanidade desde a escuridão até a luz. Que necessidade há em coagir a verdade?
Homens e mulheres devem ser livres para escolher a religião que acreditam ser certa, mas as alternativas devem ser apresentadas sem preconceitos e sem coação. Guilhotinas, serras, os machados e a fogueira em nenhum caso podem ser uma alternativa (2) opção contra as pessoas que não desejam aceitar a doutrina da Igreja Católica: “Não há imposição quanto à religião, porque já se destacou a verdade do erro” (Alcorão 2:256).

Hoje, somos testemunhas em diferentes países das conseqüências da coação em matéria de religião.
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(46) A presença de tamanhas coisas supõe um grave embaraço para os editores da Bíblia, tanto que não resistem a tentação de manipular o texto, interagindo com ele como com qualquer outro livro escrito por mortais, acrescentando, tirando e trocando. Assim, por exemplo, lemos em 1 Samuel 6:19: “E o Senhor feriu os homens de Bete-Semes, porquanto olharam para dentro da arca do Senhor; feriu do povo cinqüenta mil e setenta homens”. No entanto, em traduções inglesas, francesas, alemãs e árabes, foi retirada a referência aos cinqüenta mil, deixando parecer apenas os setenta, supostamente mais de acordo com a misericórdia divina, toda vez que alguém bisbilhotar a arca do Senhor não justificando um massacre coletivo e indiscriminado. E hoje, com a generalização da impressão das Sagradas escrituras, se qualquer um se atreve a manipular o texto dessa maneira, já podemos imaginar até que ponto isso não chegaria quando a Bíblia era um privilégio exclusivo do clero.

(47) A Bíblia atribui ao rei David atos de genocídio perpetrados de maneiras mais atrozes e criminais dos quais o profeta de Deus, sem dúvida, é inocente. Assim lemos em 2 Samuel 12:29-31: “Então ajuntou Davi a todo o povo, e marchou para Rabá, e pelejou contra ela, e a tomou...E, trazendo o povo que havia nela, o pós às serras, e às talhadeiras de ferro, e aos machados de ferro, e os fez passar por forno de tijolos; e assim fez a todas as cidades dos filhos de Amom; e voltou Davi e todo o povo para Jerusalém”. Da mesma forma, 1 Crônicas 20:3, afirma: “Também levou o povo que estava nela, e os fez trabalhar com a serra, e com talhadeiras de ferro e com machados; e assim fez Davi com todas as cidades dos filhos de Amom; então voltou Davi, com todo o povo, para Jerusalém”. Em que cabeça existe um mundo de paz quando tais atos de barbárie são atribuídos a Deus (Allah ) e seus profetas?

O vício das drogas, homicídios, roubo, prostituição, corrupção, estupros e homossexualismo são os frutos por forçar as pessoas a seguirem uma religião que não chega ao coração.
Seguir cegamente às tradições ancestrais não leva necessariamente ao sucesso nenhuma nação. Por isso, venho oferecer uma alternativa. Uma alternativa que pode salvar vidas, reabilitar drogados, unir famílias e articular sociedades. Aquelas primeiras notícias do ano 2002, que nos romperam o coração em torno da Igreja Católica nos E.U.A. nos contaram sobre abusos sexuais a menores inocentes por parte de sacerdotes. Surpreendentemente, o alto escalão do Vaticano, ao invés de atuar com contundência contra tais crimes horríveis, trataram de ocultá-los oferecendo dinheiro em troca do silêncio das vítimas. Um relatório de vários anos antes declarou que mais de cinco por cento dos padres nos E.U.A. foram autores de abuso sexual de crianças. No entanto, levou vários anos para essa notícia se tornar manchete das principais emissoras de TV.
O mundo inteiro ficou chocado em 2004, quando foi noticiado que nos últimos 50 anos, mais de quatro mil sacerdotes nos E.U.A. tinham se envolvido em abuso sexual infantil. Essa é uma estatística tão horrível quanto surpreendente, pois, se há de culpar alguém, esse alguém é em primeiro lugar a Bíblia. O leitor que deve conhecer a essa altura que tais maldades não são simplesmente obra de indivíduos egoístas, é certo que a Bíblia incentiva a imoralidade, como indicado em Ezequiel (23:1). A Bíblia inclusive atribui falsamente o adultério e o incesto a alguns profetas. Claro que, como muçulmanos, nós rejeitamos totalmente a idéia de que qualquer profeta de Deus (Allah ) foi envolvido em tais atos desprezíveis.
Eu fiz a seguinte pergunta para alguns cristãos: "Por que, nos países onde a Bíblia é tomada como a escritura de referência, as taxas de assassinato, estupro, roubo, alcoolismo (1), prostituição, homossexualismo, incesto e outras formas de corrupção moral são extremamente elevadas em comparação com aqueles países em que o Alcorão é essa escritura”?
Por exemplo, em um diálogo que eu tive com um cidadão americano, ele citou um caso em que a pena de morte foi aplicada na Arábia Saudita em sete criminosos que, embora sob a influência de álcool, estupraram uma mulher. Eu disse a ele que, como conseqüência da aplicação de todo o peso da lei, centenas de milhares de mulheres tinham sido salvas de outros potenciais criminosos. Ele discordou e disse que a lei foi muito severa e que não poderia ser aplicada no seu país. Baseado na estatística oficial, eu lhe disse que em seu país, nos últimos oito meses, mais de meio milhão de mulheres foram violentadas e uma média de duas mil mulheres foram estupradas todos os dias! Chocado ele admitiu a eficácia da aplicação das leis islâmicas. Se eu pudesse falar com ele de novo, eu lhe diria que no Islã, se um Imam estupra uma criança, como os sacerdotes fizeram na igreja, ele seria imediatamente executado a fim de salvar outras crianças. Por isso, estou feliz por ter abraçado o Islã, e orgulhoso por ser um muçulmano.
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(48) Uma das maiores calúnias que corromperam a Bíblia são dirigidas contra a pessoa de Jesus, e que os muçulmanos não podem tolerar, é que se diga que ele era um alcoólatra, como disse Lucas 7:34: “Eis aí um homem comilão e bebedor de vinho, amigo dos publicanos e pecadores”. Já, Provérbios 20:1, nos recorda: “O vinho é escarnecedor, a bebida forte alvoroçadora; e todo aquele que neles errar nunca será sábio”. Podemos imaginar o que seria da humanidade se déssemos crédito para a afirmação de que os maiores profetas de Deus eram alcoólatras?

12 – Um Convite Aberto ao Papa e a Outros Líderes do Mundo
Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso!

Esse chamado está dirigido a todos os grandes líderes do mundo, em especial aqueles que guiam e governam milhões de pessoas de outras religiões, seitas e ideologias. Convido todos vocês a abraçarem o Islã. Venham para o Islã, e vocês serão salvos do castigo de Deus. Se você é judeu ou cristão, Deus lhe dará dupla recompensa quando abraçar Islã (1). O profeta Muhammad disse: “Uma pessoa do Povo do Livro, (um judeu ou um Cristão) que acredita em seu profeta (Moisés ou Jesus) e então acredita no profeta Muhammad (e abraça o Islã) terá uma dupla recompensa” (Muslim 342).
No entanto, se você rejeitar o convite, será responsável por todas as pessoas sob sua influência e todos aqueles que o seguir.
Como a todos os meus irmãos e irmãs muçulmanos em todo o mundo, Deus (Allah ) tem me cobrado a responsabilidade de transmitir essa mensagem para toda a humanidade. Ele disse: “|Dize-lhes: Ó adeptos do Livro, vinde, para chegarmos a um termo comum, entre nós e vós: Comprometamo-nos, formalmente, a não adorar senão a Deus, a não Lhe atribuir parceiros e a não nos tomarmos uns aos outros por senhores, em vez de Deus. Porém, caso se recusem, dize-lhes: Testemunhais que somos muçulmanos” (Alcorão 3:64).
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LEGENDA
(49) O Islã outorga um status especial para o povo das Sagradas Escrituras, também quando os convidamos à fé e ao diálogo. Deus (Allah ) disse: “E não disputeis com os adeptos do Livro, senão da melhor forma...” (Alcorão 29:46). No alcorão também se diz que os cristãos são os mais próximos dos muçulmanos: “Constatarás que aqueles que estão mais próximos do afeto dos fiéis são os que dizem: Somos cristãos, porque possuem sacerdotes e não ensoberbecem de coisa alguma” (Alcorão 5:82).

As provas foram apresentadas anteriormente neste livro para quem tem olhos possa vê-las e para quem tem intelecto possa compreendê-las. Agora é o momento crucial em que Deus nos chama para a verdade. Eu repito: “É minha obrigação, e minha responsabilidade, como ser humano que se submeteu por livre e espontânea vontade do Deus, o Único, o Clemente e Misericordioso, chamar a todos os homens a abandonarem o culto a falsos deuses e ídolos e a qualquer outra coisa criada pelas mãos de Deus ou do homem, e arrependidos se submetam de corpo e alma a vontade de Deus, o único e verdadeiro Deus, o Criador do universo”.
Não há dinheiro, prestígio, posição social, ou poder, que um não-muçulmano possa ter nesta vida, suficiente para comprar sua entrada nos jardins do Paraíso (1). O mais pobre habitante da terra, que testemunha que “não há divindade além de Deus e que Muhammad é seu servo e mensageiro”, será mais feliz e mais digno no outro mundo do que a pessoa mais rica que não aceita a última mensagem enviada por Deus para guiar a humanidade.
Deus diz no Alcorão (3:85): “E quem quer que almeje (impingir) outra religião, que não seja o Islã, (aquela) jamais será aceita e, no outro mundo, essa pessoa contar-se-á entre os desventurados”. No Alcorão 5:36-37 está: “Ainda que os incrédulos possuíssem tudo quanto existisse na terra e outro tanto de igual valor, e o oferecessem para redimir-se do suplício do Dia da Ressurreição, não lhos seria aceito; sofrerão, isso sim, um severo castigo. Quererão sair do fogo; porém, nunca dele sairão, pois sofrerão um suplício eterno”.
Assim, enquanto a alma ainda estiver dentro do corpo e ainda poder respirar, falar e estar consciente de suas ações, qualquer pessoa ainda pode se arrepender. Se o arrependimento for sincero e atestar que ninguém tem o direito de ser adorado senão Deus e que Muhammad é Seu mensageiro, evitando todas as formas de paganismo, Deus o perdoará. Mesmo que estivesse a apenas um centímetro do inferno, Deus (Allah ) o perdoará e transformará suas más ações em boas ações e permitirá que entre no paraíso eternamente: “Salvo aqueles que se arrependerem, crerem e praticarem o bem; a estes, Deus computará as más ações como boas, porque Deus é Indulgente, Misericordiosíssimo” (Alcorão 25:70). E Deus também disse: “Quanto aos fiéis, que praticam o bem, introduzi-los-emos em jardins, abaixo dos quais correm rios, onde morarão eternamente. A promessa de Deus é inexorável. E quem é mais leal do que Deus no que assevera?” (Alcorão 4:122). Essa é a promessa de Deus para quem quiser se arrepender sinceramente e começar uma vida nova.
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LEGENDA
(50) Nem sequer a felicidade do mundo e o sossego do espírito estão reservados para aqueles que não cumprem aquilo que lhe foi incumbido ao ser criado: adorar ao Deus único. Deus (Allah ) disse: “A quem praticar o bem, seja homem ou mulher, e for fiel, concederemos uma vida agradável e premiaremos com uma recompensa, de acordo com a melhor das ações” (Alcorão 16:97). Também disse: “Que são fiéis e cujos corações sossegam com a recordação de Deus. Não é, acaso, certo, que à recordação de Deus sossegam os corações?” (Alcorão 13:28). Também: “Quem seguir a Minha orientação, jamais se desviará, nem será desventurado. Em troca, quem desdenhar a Minha Mensagem, levará uma miséria vida, e, cego, congregá-lo-emos no Dia da Ressurreição” (Alcorão 20:123). Assim podemos entender a causa de um grande número de doenças mentais e o porque de tantas personalidades tentam o suicídio.

E fecho este convite citando os seguintes versos do Alcorão, onde Deus, o Todo-Poderoso, dá a oportunidade a todos os humanos de se arrependerem sinceramente, convida os pecadores a se arrependerem, independentemente da magnitude de seus pecados, pois Ele é aquele cuja clemência a tudo abraça, ao mesmo tempo que assegura que se não se arrepender nada poderá evitar o seu castigo:
“Dize: Ó servos meus, que se excederam contra si próprios, não desespereis da misericórdia de Deus; certamente, Ele perdoa todos os pecados, porque Ele é o Indulgente, o Misericordiosíssimo. E voltai, contritos, porque, então, não sereis socorridos” (Alcorão 39:53-54).
Deus informa-nos que o tempo para o arrependimento é de duração limitada e que quando a morte chega, já não é possível obter o perdão.
Finalmente, Deus estende Sua promessa de perdão e misericórdia para o crente que está firme na fé e faz boas ações, dizendo: (Alcorão 20:82): “Somos Indulgentíssimos para com o fiel, arrependido que pratica o bem e se encaminha”.
Eu suplico a Deus, o Criador de tudo o que existe, o verdadeiro guia, para orientar o caminho certo para todos aqueles que buscam a verdade, para abrir suas mentes para fazerem auto-avaliações sinceras e melhorarem suas condições de acordo com o que é agradável a Ele. Amém.


“Aprendi a amar Jesus mais do que a meus próprios pais”.

“Este é Jesus, filho de Maria; é a pura verdade, da qual duvidam” (Alcorão 19:34).

No Alcorão Sagrado Jesus é mencionado em vinte e cinco ocasiões, enquanto que o profeta Muhammad só em cinco. O capítulo 19 do Alcorão tem o nome da Virgem Maria, enquanto que não há outro capítulo com o nome da mãe, das esposas ou das filhas do profeta Muhammad . A Virgem Maria é a única mulher que tem o nome expressamente citado no Alcorão Sagrado, que se descreve assim: “Ó Maria, Deus te elegeu e te purificou, e te preferiu a todas as mulheres da humanidade!” (Alcorão 3:42).
Nessa obra o autor apresenta muitas informações sobre Jesus desconhecidas para os não muçulmanos.

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