Halal -- Lícito. Aquilo que é permitido, em relação ao que não existe qualquer restrição. E cuja prática foi permitida pelo Legislador. Deus
Haram-- Ilícito. Aquilo que o Legislador proibiu definitivamente; quem quer que se envolva com a sua prática está sujeito a incorrer no castigo de Deus na Outra Vida além de uma punição legal determinada neste mundo.
Makruh -- Desaconselhável. Aquilo de que o Legislador desaprova, porém não categoricamente. O makruh é de grau menor de gravidade que o haram, incorrendo em castigo menor exceto quando praticado em excesso e de modo que conduza o indivíduo ao haram.
Capítulo I
OS PRINCÍPIOS ISLÃMICOS RELATIVOS
AO LÍCITO E AO ILÍCITO
1. A Base das coisas é a permissibilidade
2. O Tornar lícito e o proibir são prerrogativas exclusivas de Deus
3. Proibir o lícito e permitir o ilícito é o mesmo que cometer o Politeísmo
4. A Proibição de certas coisas se deve a serem elas impuras e prejudiciais
5. O que é lícito é suficiente, enquanto o que é ilícito é supérfluo.
6. Aquilo que conduz ao ilícito é também ilícito
7. Considerar o ilícito como sendo lícito é ilícito (proibido)
8. As boas intenções não justificam a prática do ilícito
9. Aquilo que for duvidoso deve ser evitado
10. O ilícito é proibido a todos por igual
11. A necessidade estabelece exceções
OS PRINCIPIOS ISLÃMICOS RELATIVOS AO
LÍCITO E AO ILÍCITO
A questão do que deveria ser lícito e o que é ilícito era um dos assuntos a respeito dos quais, antes do advento do Islam, os povos do mundo haviam-se desviado bastante e ficado extremamente perplexos, deixando que muitas coisas impuras e prejudiciais fossem permitidas, e proibindo muitas coisas que eram boas e puras.
Eles erravam profundamente, perdendo-se ou no extremo da direita ou no da esquerda. No extremo da direita se situava o bramanismo-ascético da índia e o monasticismo abnegado do cristianismo. Além dessas duas, havia outras religiões que se baseavam nos princípios da mortificação da carne, abstenção da boa comida, e renúncia a outros prazeres da vida que Deus havia propiciado aos seres humanos. O monasticismo atingiu seu apogeu durante a Idade Média,quando a renúncia às coisas boas e puras em os monges , existente aos milhares, chegou ao ponto de se considerar pecado lavar os próprios pés, e tomar um banho era algo se que se devia sentir remorsos e arrependimentos. No extremo da esquerda, a filosofia masdeísta surgiu na Pérsia, advogando liberdade absoluta e permitindo a gente de se apossar do que quer que desejassem e de fazer como lhe aprouvesse, exortando-as até a violar o que era naturalmente tido como inviolável pelos seres humanos.
Os árabes da era pré-islâmica são um exemplo digno de nota da total confusão que prevalecia sobre os critérios de considerar lícitas e ilícitas as coisas e os atos. Eles permitiam o consumo de bebidas alcoólicas, a pratica da usura a juros exorbitantes, a tortura e isolamento das mulheres, e outros hábitos semelhantes. Aqueles que possuíam mentes diabólicas seduziam as mentes de outros os levando a achar atraente a matanças das próprias filhas, até que, suprimindo seus sentimentos paternais naturais, eles os obedeciam. Como diz Deus no Alcorão:
“De tal maneira seus sócios abrilhantaram o filicídio a muitos dos idólatras, para exterminá-los em sua religião” (6 º Surata , versículo 137 ).
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em 05 janeiro 2010 22:09:42 ·
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